Desperdício zero
A empresa nem sempre deixa de fazer (adequação para atender as exigências ambientais) porque quer, mas porque está focada em outros pontos do mercado ou não tem a orientação adequada. A afirmação é do consultor Cleverson Forato.
Segundo ele, as principais dificuldades encontradas para a emissão do Ecoselo estão nas indústrias cujas plantas fabris são antigas, demandando adequações na tubulação, no sistema de exaustão, para o barracão de resíduos e o depósito de materiais inflamáveis, por exemplo.
Por mais que pareça pesado cumprir essas orientações, isso depois não se torna um peso porque a empresa fica livre das sanções ambientais, destaca Forato. Investimento em gestão ambiental dá retorno financeiro.
Também como benefício, a empresa que integra o programa possui assessoria para atender às necessidades legais ambientais e, aquela que exporta, pode provar que atende normas ambientais do país de origem.
Forato é consultor da fábrica de móveis para cozinha Nicioli, uma das primeiras empresas a conquistar o ISO 9001, de Sistema de Gestão da Qualidade, e o ISO 14001, e que esteve envolvida na criação do Ecoselo.
Na fábrica, o sistema de pintura faz a reutilização de tinta, evitando o desperdício. Toda a madeira utilizada tem certificado de origem. Um sistema de exaustão recolhe o pó de madeira gerado na indústria.
Por meio de tubulações espalhadas por toda a planta, o pó de madeira vai parar em um silo e depois é armazenado em um contêiner. Junto com o resíduo sólido, o material é encaminhado ao Cetec ONG.
O desperdício é zero. O ganho mínimo que a empresa alcança com o aproveitamento de matéria-prima é de 15%, ele afirma. O investimento da Nicioli foi de R$ 100 mil. Em dois anos houve o retorno do investimento. (M.F.C.)





