Design diferenciado e material resistente
PUBLICAÇÃO
domingo, 08 de abril de 2018
Amanda de Santa<br>Especial para a FOLHA 

Amante de um bom churrasco, o empresário João Vilela sempre ficou incomodado com a rapidez com que as facas que usava para preparar a carne perdiam o corte. Decidido a aprender a fabricar as peças, fez um curso de cutelaria nos Estados Unidos há quatro anos e passou outros dois estudando o negócio até começar a fabricar os produtos.
A JV Knives foi criada em 2016, em Londrina, e hoje conta com uma equipe de 14 pessoas nas fábricas instaladas na cidade, no Rio Grande do Sul e interior de São Paulo. As facas pé-vermelho são vendidas pelo e-commerce da marca para todo o Brasil. E, pela primeira vez, podem ser vistas de perto no estande da empresa dentro da ExpoLondrina 2018.
Vilela conta que o processo de fabricação é todo artesanal. Para se destacar no mercado, ele diz que buscou sair do tradicional e produzir peças com design diferenciado e moderno. No curso realizado no exterior, desenhou o modelo de faca Silver Cut, que hoje é o mais vendido no site. Além da loja virtual, o empresário participa de outras feiras e eventos de churrasco.
A primeira experiência na ExpoLondrina, segundo ele, tem sido bastante positiva. "Como não possuo loja física, temos recebido as pessoas que nos seguem nas redes sociais. É uma alegria ter o feedback delas", avalia. Para ele, o movimento e as vendas estão dentro do esperado mas, independente disso, ele confirma sua participação em 2019 pela visibilidade que a feira tem trazido para a empresa.
Quem passar pelo estande poderá conferir de perto, por exemplo, modelos de facas produzidas em aço damasco com cabos de madeira estabilizada. "Hoje, o aço damasco é considerado o melhor do mundo", afirma. Também há peças feitas em aço inox. Ele destaca a durabilidade de corte e retenção de fio das facas da marca e conta que também trouxe para a feira alguns exemplares forjados em aço carbono.
Mas a variedade não agrada apenas os churrasqueiros. Vilela diz que possui facas para chefs de cozinha, inclusive para os japoneses fazerem os cortes de sashimi peixe cru. "Trago, também, uma novidade dentro da cutelaria, que é a faca Silver Cut San Mai. Um método de fabricação forjada com aços inox e carbono. É uma das facas mais difíceis de fazer no mundo", explica.
O cuteleiro diz prezar muito pelo acabamento do cabo. "Estudamos muito e fazemos muitos testes para oferecer a melhor pegadura possível nas nossas facas", conta. Os preços variam bastante e vão de R$ 260 a R$ 2,7 mil, em média. A beleza das facas tem atraído a atenção de diversos curiosos que visitam o Parque Ney Braga, de churrasqueiros a donas de casa.
O funileiro Pedro Telles, churrasqueiro oficial dos eventos da família e amigos, passou pelo estande da JV Knives na tarde de domingo (8). Ele conta que já conhecia a marca pela internet e diz que é importante checar de perto e buscar informações sobre o tipo de faca ideal para cada corte. "Eu carrego comigo uns seis tipos de facas. É uma beleza pra trabalhar. Quando temos as ferramentas certas, o serviço rende e dá sabor", opina.
O design, a leveza e resistência das peças impressionaram o casal de Arapongas, Alex Garcia e Fany Fajardo, que também parou para conferir as peças. Já o chef e proprietário de um food truck de hambúrgueres, João Augusto, diz que já conhece a marca, mas confessa que ainda não adquiriu um exemplar. "Estou de olho em várias, especialmente na picanheira", adianta.


