Depois de muito estudo e curso nos Estados Unidos, João Vilela deu início à fabricação das facas num processo totalmente artesanal
Depois de muito estudo e curso nos Estados Unidos, João Vilela deu início à fabricação das facas num processo totalmente artesanal | Foto: Marcos Zanutto



Amante de um bom churrasco, o empresário João Vilela sempre ficou incomodado com a rapidez com que as facas que usava para preparar a carne perdiam o corte. Decidido a aprender a fabricar as peças, fez um curso de cutelaria nos Estados Unidos há quatro anos e passou outros dois estudando o negócio até começar a fabricar os produtos.

A JV Knives foi criada em 2016, em Londrina, e hoje conta com uma equipe de 14 pessoas nas fábricas instaladas na cidade, no Rio Grande do Sul e interior de São Paulo. As facas pé-vermelho são vendidas pelo e-commerce da marca para todo o Brasil. E, pela primeira vez, podem ser vistas de perto no estande da empresa dentro da ExpoLondrina 2018.

Vilela conta que o processo de fabricação é todo artesanal. Para se destacar no mercado, ele diz que buscou sair do tradicional e produzir peças com design diferenciado e moderno. No curso realizado no exterior, desenhou o modelo de faca Silver Cut, que hoje é o mais vendido no site. Além da loja virtual, o empresário participa de outras feiras e eventos de churrasco.

A primeira experiência na ExpoLondrina, segundo ele, tem sido bastante positiva. "Como não possuo loja física, temos recebido as pessoas que nos seguem nas redes sociais. É uma alegria ter o feedback delas", avalia. Para ele, o movimento e as vendas estão dentro do esperado mas, independente disso, ele confirma sua participação em 2019 pela visibilidade que a feira tem trazido para a empresa.

Quem passar pelo estande poderá conferir de perto, por exemplo, modelos de facas produzidas em aço damasco com cabos de madeira estabilizada. "Hoje, o aço damasco é considerado o melhor do mundo", afirma. Também há peças feitas em aço inox. Ele destaca a durabilidade de corte e retenção de fio das facas da marca e conta que também trouxe para a feira alguns exemplares forjados em aço carbono.

Mas a variedade não agrada apenas os churrasqueiros. Vilela diz que possui facas para chefs de cozinha, inclusive para os japoneses fazerem os cortes de sashimi – peixe cru. "Trago, também, uma novidade dentro da cutelaria, que é a faca Silver Cut San Mai. Um método de fabricação forjada com aços inox e carbono. É uma das facas mais difíceis de fazer no mundo", explica.

O cuteleiro diz prezar muito pelo acabamento do cabo. "Estudamos muito e fazemos muitos testes para oferecer a melhor pegadura possível nas nossas facas", conta. Os preços variam bastante e vão de R$ 260 a R$ 2,7 mil, em média. A beleza das facas tem atraído a atenção de diversos curiosos que visitam o Parque Ney Braga, de churrasqueiros a donas de casa.

O funileiro Pedro Telles, churrasqueiro oficial dos eventos da família e amigos, passou pelo estande da JV Knives na tarde de domingo (8). Ele conta que já conhecia a marca pela internet e diz que é importante checar de perto e buscar informações sobre o tipo de faca ideal para cada corte. "Eu carrego comigo uns seis tipos de facas. É uma beleza pra trabalhar. Quando temos as ferramentas certas, o serviço rende e dá sabor", opina.

O design, a leveza e resistência das peças impressionaram o casal de Arapongas, Alex Garcia e Fany Fajardo, que também parou para conferir as peças. Já o chef e proprietário de um food truck de hambúrgueres, João Augusto, diz que já conhece a marca, mas confessa que ainda não adquiriu um exemplar. "Estou de olho em várias, especialmente na picanheira", adianta.

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