Desculpas que não convencem
Mesmo suspeitando de várias pessoas abordadas, os policiais rodoviários federais muitas vezes não têm como efetuar as prisões. De quebra, ainda ouvem as desculpas mais absurdas de quem jura nunca ter cometido crime nenhum.
Dois rapazes em um caminhão são parados num bloqueio. Para mostrar intimidade com o condutor, o passageiro dispara: Ele é meu primo e viemos de São Paulo para fazer uma mudança. O policial pergunta: Como é o nome da mãe dele?A resposta é denunciadora: É... Não sei... É que a gente é primo por consideração, sustenta o rapaz.
O ocupante de um outro carro diz que estava em um bar e que os R$ 3 mil que levava consigo não era para comprar mercadorias. O senhor é cigarreiro?, questiona o policial. Não senhor. Já fui preso por isso e cadeia nunca mais. Aquilo é lugar de homem sim, mas de homem sem vergonha, fala.
Com o carro quebrado numa estrada rural, os três ocupantes são surpreendidos pela Polícia. Quem aqui tem passagem?, pergunta duas vezes o policial. Todos ficam quietos. Pela última vez: quem tem passagem?. Eu tenho, mas porque comprei um carro que só depois descobri que parece que tinha sido roubado, admite um deles. Em consulta ao sistema judicial, a PRF descobre que ele tem antecedentes em Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. Boa parte por contrabando e descaminho.
Vieram fazer o que aqui?, continua o PRF. Turismo, afirma outro homem. Já foi conhecer as Sete Quedas, então?, completa o policial. Sim, são muito bonitas, aponta o homem, se esquecendo que as quedas foram inundadas pelo Lago de Itaipu. (L.A.)





