Nilo Dequêch, assim como o pai David, sempre teve como princípio que o envolvimento em lutas conjuntas vale a pena. Como estudante de Direito da UEL integrou o Centro Acadêmico 7 de Março, em 72; depois foi eleito presidente do DCE, em 73. Já como profissional, não esqueceu os ensinamentos do pai, que sempre ressaltava a importância de associações de classe. Foi conduzido por este princípio que ele aceitou o desafio e passou a integrar a ACL em 74, incentivado pelo então presidente Olavo Garcia Ferreira da Silva.
Durante as duas gestões de Olavo, Nilo foi diretor-secretário. Em 1978, foi eleito presidente. Lutou para dar o pontapé inicial no processo de industrialização do município.
Como presidente, Dequêch reeditou o Jornal do Comércio, pensando em inspirar mais o segmento, trouxe para a cidade um escritório de representação da Junta Comercial e abriu o Departamento de Cultura.
Nilo cobrou uma participação ativa dos sócios, condenou privilégios de ‘‘poderosos’’ e defendeu transparência na administração pública. ‘‘Quem não deve, não teme’’, dizia ele.
Processo‘‘Cada diretoria da Associação tinha suas lutas’’, lembra Nilo. Em seu primeiro mandato, uma das ‘pedras no sapato’ dos comerciantes era a Sunab. ‘‘A forma de fiscalização era um desrespeito aos comerciantes, era uma burocracia. A Sunab levava de 60 a 90 dias para autorizar preços. Quando os fiscais vinham até Londrina, era para multar: era a Sunab - como os mocinhos - contra os comerciantes - os bandidos’’. Sua briga contra o órgão federal rendeu-lhe um processo, que acabou arquivado.
A inflação, na época, não era muito alta mas os comerciantes se debatiam com os constantes planos econômicos. ‘‘Administrávamos por susto e não por metas’’, comenta Nilo. Essa situação levava a ACL a estar sempre atenta para atender as necessidades de seus associados.
Em 82, Nilo foi reconduzido ao cargo. Antes de deixar a entidade, menos de um ano após a eleição, para ocupar a presidência da Cohab de Londrina, ele, sua diretoria e de outras entidades se uniram para impedir que o então prefeito Antônio Del Ciel levasse adiante a idéia de transferir a Sercomtel para a Telepar. O problema de segurança também fazia parte da ordem do dia. Foi no mandato de Nilo que foi criado o Conselho Comunitário de Segurança, o primeiro do Brasil.

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