Pouco tempo depois da divulgação do resultado das eleições em Londrina, os sete candidatos que ficaram fora do segundo turno avaliaram o resultado das urnas. O ex-prefeito e candidato pelo PMDB, Luiz Eduardo Cheida, disse que o desempenho foi abaixo do esperado pelo partido. ‘‘Tínhamos a expectativa de chegar ao segundo turno, mas foi frustrada. Também esperávamos eleger dois ou três vereadores e elegemos apenas um’’, lamentou.
  Ainda segundo Cheida, o partido ainda não definiu apoios para a próxima etapa da eleição. ‘‘Vamos descansar hoje e avaliar a situação. Mas certamente o PMDB vai estar presente no segundo turno com suas propostas’’, garantiu.
  O candidato Marcos Colli (PV) declarou que a participação no processo eleitoral foi muito positiva para seu partido. ‘‘A gente ou era zebra ou uma semeadura para o futuro. Acho que semeamos bem e vamos continuar com esse propósito de apresentar alternativas de administração para nossa cidade’’, opinou.
  Sobre o posicionamento para o segundo turno, o PV, segundo ele, vai avaliar as propostas de cada candidato e o destino de Antônio Belinati no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). ‘‘Não dá para definir no momento.’’
  Para Vilson Machado (PSol), a escassez de votos dos candidatos ‘‘nanicos’’ reflete a utilização do voto útil. ‘‘Eu esperava um pouco mais, mas tinha bastante eleitor que dizia estar com raiva de tal candidato, e então ia votar em outro. E a questão do voto útil também influencia muito. Muita gente gostou da nossa campanha, mas acaba votando em quem aparece com chance nas pesquisas’’, afirmou. Machado informou que o PSol já agendou uma plenária nesta quarta-feira visando decidir o posicionamento para o segundo turno.
  O candidato Marcelo Urbaneja (PTdoB) criticou o posicionamento do eleitor e disse que as ‘‘campanhas milionárias’’ ganharam mais uma vez. ‘‘Infelizmente, a gente percebe uma certa apatia do eleitor, que deixa a escolha para os últimos dias. Daí, na última hora, acaba votando em quem tem mais propaganda’’, avaliou.
  Sobre apoios no segundo turno, ele comentou que ainda era cedo para decisões. ‘‘Não pensamos sobre isso ainda. Teremos que conversar com o pessoal do partido e tomar uma decisão sobre apoiar alguém, ou não participar do segundo turno.’’
  A reportagem tentou contato com o candidato do PCB, Amadeu Felipe, e foi informada, pela coordenadoria de campanha, de que ele estaria afônico. Já o candidato do PT, André Vargas, não atendeu às ligações nos dois telefones celulares informados pela sua assessoria. (Colaborou Fernando Rocha Faro)

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