Deputado hospeda-se perto das torres atacadas e desaparece
Em missão oficial em Nova York desde domingo, o primeiro-secretário, deputado Severino Cavalcanti (PPB-PE), hospedou-se num hotel localizado nas proximidades das torres gêmeas destruídas pelos terroristas. Durante todo o dia ele não foi localizado por assessores e familiares.
Cavalcanti é o único representante do parlamento brasileiro num encontro patrocinado pela Organização das Nações Unidas (ONU), que deveria terminar hoje.
Desde a partida, no sábado, ele vinha telefonando pelo menos duas vezes a cada dia para os assessores na primeira-secretaria e os familiares, mas até as 20 horas de ontem não havia dado notícias a ninguém.
Segundo informações do presidente da Câmara, Aécio Neves (PSDB/MG), aos familiares de Cavalcanti, a dificuldade maior de contato deve-se ao fato de o Hotel Millenium, onde o deputado hospedou-se, estar numa área que foi isolada pela polícia logo cedo, impedindo a visita de um representante do consulado do Brasil ao local. A preocupação dos familiares deve-se ao fato de que o deputado viajou com a mulher, Catarina, e no telefonema à filha do mesmo nome, na noite de anteontem, prometera ligar outra vez logo cedo.
A direção da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e a família do diretor financeiro da empresa, Cristiano Corrêa Barros, estavam aflitas pelo fato de terem perdido contato com ele desde a manhã de ontem, quando Barros desembarcou no aeroporto Jonh F. Kennedy, um dos que atendem a região de Nova York.
De acordo com a empresa, Barros chegou a Nova York às 7h46 (horário de Brasília) e, até o início da noite de ontem, não tinha dado entrada no hotel reservado a ele na cidade norte-americana. O diretor financeiro foi a Nova York iniciar os preparativos para o lançamento das ações da Cemig na bolsa de valores da cidade, que fica na mesma área do World Trade Center.
O advogado, ex-jogador e ex-vice-presidente de futebol do Internacional, Larry Pinto de Faria Júnior, escapou ileso do atentado no World Trade Center. O gaúcho estava no 25º andar da primeira torre a ser atingida no momento da explosão. ''Ele trabalhava numa corretora de valores. Até janeiro o escritório ficava no 48º andar, mas agora estava no 25º andar. Eles estavam trabalhando quando ouviram um barulho muito forte e desceram para ver o que havia acontecido'', descreveu o pai do advogado gaúcho, o também ex-jogador de futebol Larry Pinto de Faria, centroavante na década de 50. (Das agências)





