Para o professor de macroeconomia Antônio Eduardo Nogueira, chefe do departamento de Economia na Universidade Estadual de Londrina (UEL), dois critérios devem ser respeitados quando se pensa em investir em imóveis: renda e situação do investidor.
''A construção civil e o setor automobilístico são fundamentais para a economia de um país, pois geram emprego e renda para a população. Como o deficit habitacional brasileiro é grande, o setor imobiliário permanecerá aquecido por um bom tempo'', avalia Nogueira.
Para ele, a prioridade deve ser a casa própria. Uma vez que o indivíduo já possui um imóvel pode começar a pensar em adquirir outros, conforme sua capacidade financeira. ''É um modo seguro de aplicação do capital, tanto pela valorização do investimento quanto pelo valor recebido pelo aluguel.''
O professor acredita que a compra de imóveis supera os lucros de uma aplicação no mercado financeiro, além de ser mais segura. ''O investimento em imóveis é uma aplicação a longo prazo. Se o investidor pensa em lucro a curto prazo e em liquidez, ele busca o mercado financeiro, mas ele não pode gastar os juros da aplicação, se não o dinheiro, eventualmente, acaba. Já o valor do aluguel serve de complemento para a renda.''
Optar por um imóvel comercial ou residencial depende da localização e do público, como explica o professor. ''Pequenos apartamentos e salas comerciais de médio porte são destaques no mercado imobiliário atual. Mas analisar o mercado antes de investir ainda é a melhor opção'', sugere Nogueira, lembrando que as imobiliárias, os bancos e até o departamento de economida da UEL são boas fontes de informação para os futuros investidores.

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