Como conciliar na Londrina centenária a convivência urbana entre os empreendimentos imobiliários da iniciativa privada com os projetos habitacionais de cunho social dos governos federal, estadual e municipal? "Nossa principal preocupação não é nem essa. A preocupação é que tanto um quanto o outro precisam de serviços públicos e equipamentos públicos próximos com a geração do emprego", responde o diretor-presidente da Cohab-Londrina, José Roberto Hoffmann.
Segundo ele, a companhia vem trabalhando em conjunto com o Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel) para garantir a instalação de parques industriais nas regiões onde os novos projetos habitacionais estão sendo viabilizados.
"Estamos trabalhando com a Codel nesse sentido, primeiro, porque a Cohab é proprietária da área, e depois porque temos interesse que as pessoas que vão morar nas casas que a Cohab faz tenham conforto de deslocamento até o seu trabalho", afirma Hoffmann. É o critério da territorialidade, que ele diz que a Cohab está priorizando.
"O empreendimento habitacional só recebe famílias a partir de um raio de 2,5 quilômetros de onde elas estão, não recebe pessoas do outro lado da cidade. Esse é um dos problemas do Vista Bela (zona norte), que recebeu gente da cidade inteira. Hoje as pessoas estão até vendendo unidades lá. Além disso, os equipamentos públicos chegaram com atraso", aponta.
A meta da companhia na gestão do prefeito Alexandre Kireeff é reduzir à metade o deficit habitacional de 15 mil unidades para pessoas de baixa renda. O deficit total atualmente está em 47 mil unidades. E como o número não para de crescer, Hoffmann diz que só com desenvolvimento econômico é que a cidade conseguirá suprir tanta demanda no futuro.
"O deficit vai aumentar se não propiciar um desenvolvimento econômico para a cidade. A partir do momento em que se propicia isso, melhora a renda das famílias e teoricamente essas famílias que têm baixíssima renda vão subir de patamar", observa. "E existe também a questão da melhoria dos próprios locais. Quando se faz um conjunto habitacional, no início ele é classificado assim, depois numa outra etapa passa a ser chamado de bairro e eventualmente faz parte de um aglomerado de bairros", acrescenta. (D.P.)

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