Um das decisões mais importantes da vida, certamente, é a escolha da carreira. E este desafio se torna ainda mais difícil pela grande quantidade de cursos disponíveis, concorrência, influência da família e a imaturidade oriunda da idade. Antes de optar por qual caminho seguir, o jovem deve ter em mente que a escolha implica em várias situações, como habilidade, realização pessoal, remuneração e mercado de trabalho. E nem sempre é possível obter tudo ao mesmo tempo. Por isso, a conscientização e conhecimento das profissões fazem parte de um trabalho a ser realizado com cautela para não agir por impulso ou atrás de um sonho.
  Para auxiliar na escolha, várias são as escolas que promovem feiras em que os alunos podem conversar diretamente com os profissionais das diversas áreas. Visando atender os estudantes de Londrina e região, a Universidade Estadual de Londrina (UEL) realizou no início de agosto a ‘‘1ªFeira das Profissões’’, divulgando seus 45 cursos de graduação. Segundo a titular da Coordenadoria de Processos Seletivos (Cops), Maria Cristina Bulhões Simon, os jovens puderam se informar com alunos e professores sobre a grade curricular dos cursos, áreas de atuação, projetos de pesquisa e outras atividades.
  ‘‘Esta foi uma oportunidade de esclarecimento sobre o que vão encontrar na universidade, tanto pela linguagem e ótica do docente, quanto do próprio universitário. Muitos descobriram coisas que nem imaginavam. Com certeza, este contato reflete no amadurecimento da escolha do curso e, consequentemente, na na diminuição da evasão escolar’’, afirma Maria Cristina. Além da feira, que a coordenadora garante que terá a próxima edição em 2013, a UEL oferta o projeto ‘‘Profissão Certa’’, que oferece testes vocacionais nas escolas do ensino médio da rede estadual. Já a PUC-PR realiza sua Feira de Cursos nos dias 17 e 18 de setembro, nos três turnos, na própria instituição.
  Em Londrina, a Clínica Innove tem em seu leque de atividades o que chamam de orientação profissional. Em parceria com as escolas, os psicológos realizam encontros para auxiliar na escolha dos jovens. ‘‘O curso acontece em duas estapas: a primeira visa promover o autoconhecimento para descobrir o que o jovem gosta, quais são suas habilidades, falar sobre suas expectativas e angústias. Ao mesmo tempo, levamos informações sobre a realidade das profissões, desde média de salários, mercado de trabalho’’, resume Luciano Carneiro, psicólogo clínico do projeto.
  Tudo é feito de forma interativa e dinâmica, segundo ele. ‘‘Não é uma palestra expositiva’’, afirma. No segundo encontro, por sua vez, é hora de refinar a escolha que foi levantada no encontro anterior, ressaltando que a decisão precisa ser consciente e implica em várias consequências. ‘‘Não apontamos qual a profissão o aluno deverá escolher, mas orientamos quais áreas ele teria mais afinidades, de acordo com as informações que nos passaram.’’ A clínica também oferece atendimento individualizado para este foco, com a média de 12 sessões.

Apoio da família
  Para José Antônio Lima, diretor pedagógico geral do Colégio Universitário, mestre em Psicologia da Aprendizagem, a solidariedade da família é fundamental neste momento. ‘‘Os pais devem mostrar que estão ao lado dos filhos nesta fase, ter paciência para ouvir suas angústias e, assim, orientar, sem aquela cobrança desmedida’’, pondera. Porém, quanto antes a família demonstrar interesse pela vida e futuro do filho, mais cedo ele inicia o amadurecimento da ideia. ‘‘Comece a introduzir o tema anos antes, aproveitando oportunidades para conversar sobre o assunto. Mas, acima de tudo, os pais não podem querer que o filho viva o sonho deles.’’

Imagem ilustrativa da imagem Decida seu futuro
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