A escolinha de futebol feminino do Paraná Clube, uma das mais antigas da cidade, não tem mais vagas disponíveis e a lista de espera ganha novos nomes a cada dia. ‘‘Só no futebol de salão já temos cerca de 15 meninas aguardando uma vaga’’, explica o coordenador de esportes do clube, Joslei (Duda) Luiz de Carvalho.
Ele afirma que a procura está aumentando visivelmente desde que a Seleção Brasileira Feminina de Futebol obteve a quarta colocação nas Olimpíadas. ‘‘Percebemos também que o perfil das meninas está mudando radicalmente, que a imagem de mulheres feias ou masculinizadas jogando futebol já está defasada há muito tempo’’.
As atletas são estudantes, filhas das famílias de classe média que frequentam o clube. ‘‘Temos meninas super bonitas, que enfeitam o nosso futebol, inclusive várias delas trabalham como modelo’’, contou Duda. ‘‘Só para você ter idéia, várias das nossas garotas que treinam futebol de salão debutaram no último baile do clube, que aconteceu neste mês’’, informou.
Ele comentou que quando o time feminino faz as preliminares dos jogos profissionais do Paraná Clube, o público vai ao delírio. ‘‘É muito melhor do que o jogo dos juniores ou qualquer outro, pois as meninas são uma atração diferente no futebol’’, garante Duda.
Atenta a esta nova tendência dentro do futebol, a diretoria do clube é a primeira a aplaudir e a incentivar as garotas. ‘‘É visível o quanto as mulheres estão se engajando no futebol, indo ao campo, torcendo e também jogando’’, comenta o 1º vice-presidente Luiz Eduardo Dib. ‘‘Eu acho superinteressante a participação da mulher no futebol, por isso incentivo esta prática’’.
O Paraná Clube conta com três escolinhas para meninas. A de Futebol de Salão funciona há dois anos, treina às terças e quintas e conta com 40 atletas com idades entre 8 e 16 anos. ‘‘Jogamos amistosos e competimos com outros times nos finais de semana’’, conta Duda. ‘‘Já conquistamos o 2º lugar no Campeonato Metropolitano’’.
Para as que preferem o Futebol de Campo, o clube oferece as escolinhas da Vila Capanema e do Tarumã, que funcionam há um ano, onde treinam cerca de 40 meninas. ‘‘Estas são um pouco mais velhas e tem um nível técnico mais apurado’’, informa. ‘‘Por isso fazem as preliminares dos jogos masculinos profissionais’’.

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