Uma curitibana que morou a maior parte de sua vida no bairro Jardim das Américas está chamando a atenção dos cariocas. Adriana Birolli, de 21 anos, se dedica ao teatro desde os 13. Atualmente mora no Rio de Janeiro e busca oportunidades na televisão. Os críticos de lá começam a descobrir o talento da jovem atriz que já acumula uma respeitada experiência teatral.

''Adriana Birolli convence em boa atuação, driblando com competência as dificuldades do texto...'', disse Carol Zappa, da revista Veja Rio. ''A atriz alcança, em vários momentos, o ponto de convergência entre as duas realidades narrativas do espetáculo'', considera o crítico do Jornal do Brasil, Macksen Luiz. ''Fique de olho na atriz Adriana Birolli'', noticiou o jornal O Globo.

Após sucesso entre a crítica especializada do Rio de Janeiro, onde apresentou a peça Oscar Wilde me Disse, Adriana volta para a sua cidade natal para participar do Festival de Curitiba, com o espetáculo Manual Prático da Mulher Desesperada, que estreou por aqui em 2006 e rendeu à atriz o Gralha Azul, premiação que escolhe os destaques do teatro paranaense . A peça faz parte da programação do Festival de Curitiba e está em cartaz até domingo, no Era Só o Que Faltava, às 22 horas. No sábado e domingo haverá sessão extra às 19h30.

Folha de Londrina - A recente mudança para o Rio de Janeiro foi motivada pela sua vontade de trabalhar na televisão?
Adriana Birolli - Sim. A TV é um meio de comunicação que ainda não trabalhei. Além disso, trabalhar na televisão vai me ajudar no teatro. Quando a pessoa é mais conhecida na TV tem mais condições de atrair um público fiel aos palcos.

Folha - Quando começou esta paixão pelo teatro?

Adriana - Aos oito anos de idade fiz um curso de teatro em uma escola que nem existe mais. Adorei, mas parei por um tempo. Retomei o contato com o palco quando tinha 13 anos. Foi quando fiz uma peça no colégio e percebi que esta era minha grande paixão.

Folha - Atualmente você é contratada da Rede Globo e chegou a fazer um curso lá. Para uma atriz com o objetivo de trabalhar na televisão este é um grande passo.
Adriana - Fui chamada pela oficina de atores da Globo. O curso aconteceu entre agosto e dezembro do ano passado. O convite surgiu após os avaliadores me assistirem em uma peça durante o Festival de Curitiba. Foram cinco meses maravilhosos. Uma experiência excelente. Os professores são superprofissionais e a oficina dá uma base de como funciona a televisão.

Folha - Ter feito a oficina já rendeu alguma oportunidade na televisão?
Adriana - Fiz testes para algumas novelas. Tenho que esperar. Eles estão aguardando surgir um papel com o meu perfil. Estou muito feliz com os elogios que recebo dos responsáveis pelos testes. Até agosto estou contratada pela Globo. Tenho a certeza que em breve surgirá algo.

Folha - A mudança para o Rio de Janeiro é definitiva?
Adriana - Sim. Agora só volto para visitar a família e para realizar trabalhos pontuais no teatro. Cheguei a fazer algumas propagandas em Curitiba mas os cachês são muito baixos. Todos os meus projetos a partir de agora estão focados no Rio de Janeiro.

Folha - O que representou na sua carreira o troféu de melhor atriz no prêmio Gralha Azul?
Adriana - Quando fiz a peça Manual Prático da Mulher Desesperada pela primeira vez eu tinha 19 anos. Sou a atriz mais jovem a receber o prêmio e também a primeira por uma peça de comédia. Este é meu primeiro prêmio, o primeiro reconhecimento do meu trabalho. Ele abre muitas portas. É como um certificado de qualidade.

Folha - Até agora as críticas no Rio de Janeiro foram todas favoráveis. Você está preparada para enfrentar alguma opinião negativa da imprensa?
Adriana - O teatro é feito de idéias e cada um tem o direito de fazer o que bem entende, sendo ruim ou bom. Cabe ao público aceitar isso. A crítica é a opinião pessoal de uma pessoa. Se for uma opinião que eu concordo, vou melhorar. Mas se eu não concordo, o diretor também não e os colegas acham que não convém levar em consideração, não ligo. Às vezes o crítico não entende que aquela atuação era bem o que eu queria despertar no público. Mas amei as críticas de lá. Foi a minha primeira peça no Rio. Fiquei um pouco nervosa antes das críticas saírem.

Folha - O que acha do Festival de Curitiba?
Adriana - Eu adoro participar do Festival. É uma ótima oportunidade para mostrar o trabalho. É um momento em que a divulgação em torno do teatro é maior. Mas a disputa entre uma peça e outra é grande.

Folha - Além de atriz você também busca patrocínio nos seus espetáculos.
Adriana - Para conseguir patrocínio nada é fácil. Isso é uma das coisas mais difíceis. Algumas empresas investiram no passado em projetos ruins e agora ficam com medo. Neste momento busco patrocínio para levar Manual Prático da Mulher Desesperado ao Rio de Janeiro.

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