Conversar com um detetive é abrir os ouvidos para histórias malucas que parecem ter saído literalmente de livros ou filmes de investigação. Com quase 30 anos atuando com detetive particular Anésio Damião, 58 anos, especialista em casos criminais, conta que já se disfarçou de motorista e encarou a rotina do volante por nove meses para conseguir uma informação.
Quando a investigação terminou, a identidade dele foi revelada e, por isso, Damião levou seis tiros, em 1978, no interior do Paraná. Mesmo tendo sido ferido, o detetive não considera a profissão arriscada. ''Fui ferido porque fui descuidado'', analisa ele hoje, depois de passados 27 anos.
Outro caso que Damião relembra é o de um homicídio considerado insolúvel pela polícia mas que ele foi contratado para atuar. Nesse caso, o detetive acabou encontrando provas de que o mandante do crime era a pessoa que o tinha contratado.
Já o detetive particular Devanir Siqueira lembra que em uma investigação conjugal a mulher estava sendo seguida a pedido do marido. A mulher estacionava o carro em frente da igreja e entrava. Horas depois, ela deixava a igreja e voltava para casa. Depois que essa rotina se repetiu várias vezes, o detetive descobriu que a mulher entrava na igreja pela porta da frente e saía pela porta lateral para se encontrar com o amante em um motel.
Especializado em investigar casos empresariais o detetive Mário Biolada afirma que na hora de se infiltrar nas empresas o treinamento para desempenhar a função determinada, sem sombra de dúvida, é fundamental. (J.W.)

mockup