Dar eficiência às licitações do Município e coibir irregularidades são as metas dos cerca de 70 profissionais liberais, empresários e funcionários públicos do Observatório de Gestão Pública de Londrina. Processos feitos conforme a Lei 8.666, de 1993, geram economia e valorizam os recursos públicos, estimulam a iniciativa privada e conferem mais confiabilidade à gestão pública.
A metodologia utilizada é inspirada no trabalho do Observatório de Maringá, primeiro do País. A ideia é apontar erros antes que a licitação seja realizada. ''Nosso objetivo não é denunciar. É prevenir e auxiliar a Prefeitura. A gente se esforça para trabalhar juntos'', explica o vice-presidente do grupo, Fábio Cavazotti.
Desde 2009, o Observatório examina um a um os editais publicados e detectou irregularidades em processos que somavam cerca de R$ 250 milhões. ''Observamos que, às vezes, o objeto do edital não está bem descrito. Em outras situações, a forma descrita poderia levar a algum direcionamento incorreto'', ressalta Cavazotti.
O vice-presidente diz que, em muitos casos, a Prefeitura corrige o edital após as considerações do grupo. ''Mas quando isso não acontece, temos o dever de levar o fato ao conhecimento do Ministério Público'', salienta. Isso já ocorreu, por exemplo, em relação à licitação da coleta de lixo, no valor de R$ 119 milhões.
A participação no Observatório é aberta a qualquer pessoa, desde que não tenha filiação partidária. ''Convidamos toda a sociedade para conhecer o trabalho e participar. Quanto mais pessoas de diversas profissões, melhor, porque a Prefeitura compra produtos e serviços de todas as áreas'', declara. Outras informações podem ser acessadas no www.observatoriolondrina.org.br.

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