A emancipação se deu em 10 de outubro de 1947, cerca de uma década e meia após a origem da cidade no patrimônio fundado para servir a colônia rural Nova Dantzig. ‘‘Muito parecida com a de Londrina é a história de Camb钒, diz o diretor do Museu Histórico, Cesar Cortez. São as duas primeiras cidades da Companhia de Terras Norte do Paraná, mas ainda falta certificar o significado do topônimo Cambé e esclarecer alguns fatos envolvendo os ‘‘dantziguenses’’, que foram embora quase todos, obseva Cortez.
  É uma pauta que ele próprio se dispõe a investigar, lembrando que há duas ou três interpretações sobre o topônimo Cambé e o seu uso precede a colonização. Quem denominou o Ribeirão Cambé?, que já era referência para os topógrafos e agrimensores? Tendo sido diretor dos aldeamentos indígenas e estudioso da língua caingangue, Telêmaco Borba concluiu que significa ‘‘veado’’, mas há quem o atribua ao tupi-guarani referindo-se a ‘‘floresta’’ ou ‘‘grande mata’’, pela contração de ‘‘caᒒ e ‘‘mb鑑.
  Embora haja citações, o patrimônio nunca se chamou ‘‘Água da Aliança’’ e quanto a isso, já não existe nenhuma dúvida, segundo Cortez. A predominância de alemães fez com que o núcleo urbano, nos primeiros anos 30, também se chamasse Nova Dantzig. E só em 30 de outubro de 1943, pelo Decreto-Lei n.º 199 (publicado em 13.1.44), passou a Cambé.
  De 216 lotes rurais vendidos em 1930 e 1931 no futuro município de Cambé, 112 eram de alemães, 27 de japoneses, 24 de brasileiros e o restante distribuído entre compradores de outras nove nacionalidades. Com a crise econômica mundial em 1930, o governo de Danzig estimula a emigração, respaldando um contrato com a Companhia de Terras Norte do Paraná (CTNP), que projeta a Colônia Nova Dantzig.
  Segundo Cesar Cortez, a colônia teve 132 habitantes (adultos e crianças), passando da estabilidade no biênio 1932-1933 à decadência em 1934-1935. Os danziguenses venderam os lotes e retornaram a atividades urbanas e talvez uns 20 tenham permanecido em Cambé.

mockup