O último Censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010, mostrou que Londrina tem 506.701 mil habitantes. A título de comparação, em 1991 éramos 390.100; em 2000, 447.065.
  Ainda segundo o Censo, dos mais de meio milhão de habitantes, 493.520 encontra-se na área urbana. Os 13.181 restantes residem na zona rural. Atualmente são 181.167 domicílios na cidade. Desses, 37.092 localizados no Centro; 41.928 na região Norte; 31.602 na região Oeste; 32.096 na região Leste; e 28.208 na zona Sul.
  Pesquisas do IBGE também apontaram o número de pessoas por cada região. Hoje, a população se divide em 86.114 no Centro; 126.305 na Norte; 88.578 na zona Oeste; 94.407 na região Leste; 84.308 na zona Sul.
  Para o engenheiro civil e diretor de desenvolvimento da Regional Norte do Sindicato da Habitação e Condomínios (Secovi-PR), Rosalmir Moreira, a não existência de obstáculos torna-se uma das maiores evidências de que uma região vá crescer mais do que a outra.
  ‘‘O fácil acesso ao centro e aos serviços básicos, como supermercado, farmácia etc, constribuem para que a região seja visada. A região Leste, por exemplo, teve forte valorização com a construção do Marco Zero e o asfalto na Avenida dos Pioneiros’’, cita.
  No que diz respeito aos entraves para o desenvolvimento de determinado local, Rosalmir destaca a presença de barreiras, principalmente as arquitetônicas, proximidades a favelas e rodovias. ‘‘Um exemplo claro é a Vila Casoni (área central), onde não há investimentos e crescimento. Isso acorre porque o bairro fica nas imediações da Via Expressa, a antiga linha ferroviária de Londrina. O local ficou estigmatizado’’.
  Francisco Ferreira Oliveira Neto, diretor do Secovi e sócio-proprietário da Imobiliária João de Barros, alerta para a importância da cidade crescer de forma harmônica, afim de que se evite problemas futuros.
  ‘‘Quando se pende apenas para um lado cria-se muitos problemas, como o de trânsito, por exemplo. O crescimento uniforme é muito importante, pois gera emprego nos quatro cantos da cidade’’, opina o imobiliarista.
  Norte, Sul, Leste, Oeste. Para cada uma delas o Plano Diretor - que tem a função de delinear a cidade que o cidadão quer ter, para onde ela vai, quem irá ocupá-la - reserva grandes mudanças e obras.
  Vale destacar que cada bairro tem peculiaridades e qualidades diferentes. O cotidiano e o estilo de vida pautam a escolha da região para se viver e comprar um imóvel. Encontrar um local que combine a rotina diária com o tipo de vida que quer levar é sempre o melhor caminho.

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