Quando decidiu que tiraria sua empresa de São Paulo, o empresário Carlos Eduardo da Silva, 46, analisava dois destinos principais: as cidades de Mogi-Guaçu (SP) e Joinville (SC). Os custos com segurança, seguro de mercadoria, saturação do trânsito e, principalmente, a carga de impostos tornavam inviável a permanência na capital paulista.
  Londrina, que corria por fora, acabou sendo a escolhida para a nova sede da Inter Seals. Há cinco anos na cidade – de um total de 20 de funcionamento – a avaliação é que a definição foi acertada. ‘‘Foi uma excelente escolha. Analisando agora, comparando com outras cidades, Londrina nos deu o melhor suporte técnico, estrutural, administrativo e até educacional, com a rede de ensino superior. Não encontraríamos outra cidade assim’’, salienta Silva.
  Especializada na fabricação de equipamentos para vedação na indústria, a empresa não depende de mercados locais, tendo como clientes gigantes do setor no Brasil e em outros países, como Chile, Venezuela e Dinamarca. São produtos específicos, empregados em sistemas para transporte de líquidos ou fluídos.
   A Inter Seals fornece selos mecânicos de vedação para empresas do porte da Petrobras, Vale e Nestlé, no Brasil; e tem na filial dinamarquesa da multinacional Bombardier um de seus principais compradores. Lá, os produtos da fábrica de Silva estão presentes em projetos de trens de alta velocidade.
  Com 40 funcionários, é a única com capital nacional em um setor dominado por estrangeiros. ‘‘No Brasil são seis empresas que disputam esse mercado: duas inglesas, duas norte-americanas e uma alemã. Com tecnologia nacional, apenas a nossa’’, diz o empresário.
  Além da carteira de clientes, também chamam a atenção o projeto de construção e as características de sua administração. A inovação está presente desde a concepção da obra até o relacionamento patrão-empregado.
  Se no início a empresa teve dificuldades para encontrar mão de obra já pronta, hoje a qualidade dos funcionários é exaltada. ‘‘A equipe é muito comprometida com a empresa. Em São Paulo encontramos trabalhadores mais preparados, mas que não têm esse comprometimento que existe aqui. A fidelidade é bem maior’’, avalia o empresário.

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