De Londrina para o mundo
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segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Jaime Kaster<br>Reportagem Local 
Londrina é conhecida como celeiro de craques, cidade que há anos exporta talentos para todos os cantos do mundo. Daqui é que saíram atletas como o multicampeão Giba, ponta incansável da seleção masculina de vôlei, que não enjoa de ganhar torneios pelo planeta. O mais recente foi a Copa do Mundo do Japão, encerrada no último dia 2 de dezembro, que garantiu o Brasil nas Olimpíadas de Pequim-2008. Seu currículo dourado inclui vários títulos da Liga Mundial, da Olimpíada (Atenas-2004) e do Mundial. Gilberto Godoy, o Giba, 31 anos, nasceu em Londrina, jogou pelo Canadá e surgiu para o vôlei ao disputar pela Cocamar/Maringá a Superliga de Vôlei.
Outro revelado na cidade foi o pentacampeão Kléberson, 28, que ganhou a Copa de 2002 com o técnico Felipão e esteve os últimos anos jogando na Turquia. Nascido em Uraí, Kléberson foi revelado em Londrina pelo PSTC e vendido ao Atlético-PR, de onde explodiu para o mundo do futebol após ter se sagrado campeão brasileiro em 2001.
O jogador foi um dos craques descobertos pelo observador Aliomar Mansano, o Ticão, no PSTC, clube que também revelou o são-paulino Dagoberto e os londrinenses Fernandinho, 22, e Jadson, 24, que jogam no Shakhtar Donetsk, da Ucrânia.
Além de Fernandinho e Jadson, outros três londrinenses defendem hoje clubes europeus de primeiro escalão, todos com participação na Champions League (Liga dos Campeões) deste ano: o lateral-direito Rafinha, 22, do Shalke-04, da Alemanha; e os zagueiros Naldo, 25, do também alemão Werden Bremen, e Cribari, 27, que atua na Lazio, da Itália.
De todos, o que está em maior evidência na atualidade é Naldo, devido às seguidas convocações por Dunga para a seleção brasileira principal. Diferenciado pela altura (1m98) e pelos gols de cabeça, ele participou este ano de quatro jogos pela seleção, sendo três como titular.
Quem quer trilhar o mesmo caminho é Emilson Cribari, que saiu do Londrina aos 18 anos para jogar no Empoli, da Itália, com o qual subiu da Segunda Divisão para a Série A italiana em 2001.
Depois passou pela Udinese antes de assinar contrato com a Lazio, onde está desde 2006. Em entrevista exclusiva à FOLHA, por e-mail, Cribari falou sobre a expectativa de ser lembrado um dia pelo técnico Dunga, da seleção, e sobre sua primeira Liga dos Campeões este ano, a realização de um sonho, segundo ele.
Ser chamado para a seleção é o motivo que me empurra a querer melhorar a cada dia. Trabalho duro pra poder crescer e demonstrar minhas qualidades e, enquanto tiver forças pra jogar, vou continuar perseguindo esse sonho, disse o zagueiro. Cribari lembrou ainda que Londrina é a sua casa e que sua família e seus melhores amigos estão aqui. Tenho orgulho de ter sido criado e começado no futebol aí na cidade, escreveu.


