David Dequêch nasceu na cidade histórica de Biblos, no Líbano, em 9 de fevereiro de 1894. A cidadezinha era pequena e oferecia poucas oportunidades, principalmente para um jovem com ambições. Por causa disso ele resolveu estudar em Nazaré, onde cursou o correspondente, nos dias atuais, a História e Contabilidade. A decisão, como se viu no futuro, foi acertada. De lá saiu falando quatro línguas: hebraico, siríaco, francês e árabe. Mais tarde aprenderia, ainda, alemão, inglês e português.
Ao completar 18 anos, David desembarcou no Brasil e foi morar em Mafra (Santa Catarina). Pouco tempo depois mudou-se para Cambará (Paraná), onde se casou com Dona Jamile. O casal teve quatro filhos: Nady, Nilo, Nelson, Norton e José Mário. Em 31, estava em Londrina.
Amigo de Dequêch, Alberto João Zortéa dizia que ele era um libanês diferente, muito culto e de uma energia e iniciativa fora do comum. Foi David Dequêch quem criou a primeira banda municipal e organizou as primeiras quermesses de Londrina. Da Associação Comercial de Londrina ele foi presidente por 19 vezes.
Dequêch sempre foi um homem determinado. Quando decidiu que a sede da Associação que pretendia construir seria na Rua Minas Gerais, os ingleses da Companhia de Terras acharam graça. Consideravam impossível a cidade crescer para o poente. O desenvolvimento de Londrina provou que Dequêch, mais uma vez, estava certo.
‘‘Ele era extremamente dinâmico mas muito sisudo também’’, diz o dentista Danilo Silvestre, secretário de Dequêch na ACL. ‘‘Ele era uma pessoa muito dinâmica, queria tudo certinho, era exigente e quando precisava dava um puxão de orelhas nos diretores que não andavam na linha. David Dequêch tinha outra qualidade, era de uma honestidade sem igual’’, elogia Danilo.
Nas suas administrações, a Acil liderou movimentos pela implantação do aeroporto, da Coletoria Federal, da Santa Casa, dos colégios Marista, Londrinense e Hugo Simas, do Tiro de Guerra, e também dos serviços de água e telefone. David Dequêch morreu em 10 de março de 1973.

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