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Além da comida e músicas típicas, jogo de gamão e outras atrações, a tradicional dança do ventre é a marca registrada do Bagda Café

Quem desce a Rua Prudente de Moraes, no bairro Mercês, num início de madrugada, pode ser surpreendido pela animada música árabe. Se tiver sorte, no jardim da casa número 130, belas garotas estarão fazendo uma perfeita demonstração da dança do ventre, atraindo olhares de quem passa pela rua. Desde que o Bagda Café se instalou no local, há menos de um mês, tem sido assim.
Depois de funcionar durante um ano e meio na Rua Coronel Dulcídio, no Batel, o bar e restaurante precisou mudar de endereço, já que a antiga sede não comportava mais o número de clientes.
‘‘No início, não havia a proposta da dança do ventre’’, explica o proprietário, o libanês Jorge Adnan. ‘‘Abri para atender apenas 15 mesas e para trabalhar com o que gosto, mas foram os próprios clientes, os árabes que vinham ao local para matar as saudades da terra natal, que começaram a dançar e cantar’’, contou.
Desta época até agora, muita coisa mudou. Hoje, a nova sede do Bagda Café recebe cerca de 180 pessoas por noite, dos quais apenas 10% são árabes. ‘‘Temos também 40% de descendentes, muitos brasileiros e 10% de judeus’’, informa Adnan. ‘‘No Brasil todos se sentam na mesma mesa, é incrível’’.
Adnan é casado com uma brasileira e está no País há 18 anos. Ele confessa que sua maior felicidade é quando vê os brasileiros cantando em árabe e vibrando com a dança do ventre, coisa que frequentemente acontece nas animadas noites do Bagda Café.
‘‘Mais de 20 dançarinas já se apresentaram aqui e a idéia é aumentar ainda mais’’, afirma Adnan. ‘‘A idéia inicial era reproduzir uma festa do povo, típica das famílias e clubes árabes’’. Ele garante que o mesmo clima continua sendo mantido, apesar do crescimento do local.
‘‘As dançarinas vêm sempre acompanhadas dos pais ou namorado’’, explica. ‘‘Entre os nossos clientes estão famílias inteiras, pessoas de faixas etárias variadas, desde crianças até pessoas de idade’’, informa. Apesar disto, a maior parte do público está na faixa dos 30 ou 40 anos.
Arquivo FolhaO bar inaugurado há mais de um ano recebe quase 200 pessoas todas as noites, o que motivou a ampliação das instalações
Além das danças, o local oferece aos clientes o narguilet, maneira de fumar típica da região. ‘‘A folha de tabaco seca é quebrada e misturada aos aromas especiais, como maça e hortel㒒, explica Adnan.
O fumo é aceso com brasa e a fumaça, quando aspirada, passa por uma tubulação e por uma pequena garrafa com água, onde são depositados os resíduos. O narguilet é servido nas mesas e o preço é de R$ 5,00 por uma hora de fumo.
Entre outras atrações, o Bagda Café conta ainda com uma sala de gamão, jogo típico do Mediterrâneo e um amplo cardápio, especializado em pratos árabes.
‘‘Temos saladas, como o tabule e o fattuche, o quibe cru, a legítima coalhada, o grão de bico e a beringela, além da tradicional kafta, uma carne moída temperada com salsinha’’. Entre as bebidas típicas, está o arake, um destilado de anis com uvas.
Serviço - O Bagda Café atende de segunda à sábado, a partir das 19h, na Rua Prudente de Moraes, 130, Mercês, fones 336-2421 e 336-4421.

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