Da história à prática dos patins
O crédito oficial para a invenção do primeiro par de patins segue ao belga Joseph Merlin, em 1770. À época, Merlin, que também era violinista, foi a uma festa com o violino em punho e deslizando sobre seu invento pelos salões. Sem controle sobre a velocidade das rodinhas, não teve saída: deu de cara com um espelho!
Com adaptações que permitiriam manobras em curvas, os patins, compostos por dois pares de rodas paralelas, fugiram, de fato, da anedota de Merlin. A funcionalidade permitiu o surgimento da patinação artística.
Segundo a professora de educação física Júlia Adum, patinar sobre as rodinhas não faz distinção de estatura ou peso. ''A patinação é totalmente democrática. É difícil, mas, com paciência, todo mundo consegue patinar, tenha 5 ou 40 anos''.
Nas palavras da professora, aos 5 anos uma criança já pode dar seus primeiros passos. ''Nessa fase a gente trabalha a base, que consiste em andar de frente, andar de costas, realizar pequenos saltos, agachamentos, tudo de uma forma divertida, sem cobranças, trabalhando sempre o equilíbrio''.
Com as habilidades desenvolvidas, aos 11 anos dá-se início, de fato, à preparação para campeonatos. A duração dos treinos varia conforme as aspirações e habilidades dos patinadores. O treinamento básico se estende por duas horas, duas vezes por semana. ''Quando vemos potencial, aí trabalhamos até três vezes por semana, pois tem a coreografia, e o nível é mais puxado''.
Estrelas do show, os patins vêm do Rio Grande do Sul e custam, em média, R$ 250. Uma vez adquiridos, os patins ''duram'' bastante. ''A única coisa que tem de trocar sempre são as rodinhas. Em geral, a bota dura de dois a três anos'', acentua. (T.N.)





