Albari RosaO plano diretor garante a expansão ordenada, destinando áreas específicas para habitação, comércio, indústrias e lazerCidade modelo, gestão urbana de primeiro mundo, ar europeu. Considerações elogiosas é o que não falta para uma Curitiba que alcançou fama como uma das melhores cidades do Brasil para se viver. Hoje beirando um milhão e meio de habitantes, a cidade exibe indicativos invejáveis de bem-estar social. A taxa de mortalidade infantil é de 19 por mil nascidos vivos, 99% dos domicílios têm água e luz, a rede de esgoto atende a 61% das residências e a coleta de lixo alcança 97,5% dos lares.
Para o ex-prefeito Ivo Arzua Pereira, um dos mentores do atual plano diretor da cidade, esses índices são resultados do planejamento urbano, levado a cabo de maneira contínua ao longo de diversas administrações políticas. A linha mestra que ajudou a organizar a cidade de hoje foi idealizada na gestão de Arzua, em 1966, quando especialistas começaram a encarar a cidade sob a ótica de um plano diretor.
A idéia era proporcionar uma infra-estrutura capaz de comportar o crescimento da cidade até 1977, quando se estimava que Curitiba teria um milhão de habitantes e 88 mil veículos. ‘‘No entanto, o plano foi sofrendo adequações, adaptando-se até os dias atuais’’, explica Osvaldo Navarro Alves, presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc).
Albari RosaÔnibus que correm em canaletas exclusivas, sistema pensado no final da década de 60, transportam diariamente 1,7 milhão de passageiros
Um concurso nacional resultou na contratação do arquiteto Jorge Wilheim, em 1965. A base do plano era orientar o processo de expansão da cidade, integrando transportes e uso do solo, descongestionando a área central e preservando o Centro histórico. ‘‘A cidade estava dando sinais de esgotamento, com congestionamento e deterioração física’’, avalia Navarro.
Áreas verdes,
canaletas de
ônibus e
calçadão

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