Cursos resgatam velho ofício que pode desaparecer
Cursos resgatam
velho ofício que
pode desaparecerComo todo o artesanato, a tecelagem em tear é um campo restrito. Famílias que há gerações trabalhavam com a atividade pararam pela falta de perspectivas e de mercado. Por isso, na busca pelos produtos, os comerciantes têm que viajar frequentemente e garimpar muito. Mas os interessados em aprender esta atividade já contam com um curso permanente em Curitiba, o da Oficina de Tecelagem Tear e Cia., ministrado pelo artesão Jherson Rodarte, 43 anos, que há nove trabalha com tear.
Vamos ensinar as noções básicas e ainda teremos um atelier aberto, para quem já tiver um conhecimento e precise praticar ou continuar desenvolvendo seu trabalho, diz Rodarte. O modulo básico do curso prevê oito aulas, com duração de duas horas e meia cada.
Segundo o artesão, a procura pelas peças feitas em tear anda sofrendo um impacto negativo com a maior entrada dos importados no país. Principalmente os tapetes indianos têm competido conosco, diz. O preço dessas peças é muito baixo, pois a mão de obra lá é mais barata e o acabamento não é tão cuidadoso. E eles trabalham com grandes ateliers que fazem muitas peças iguais, enquanto nós produzimos em pequena escala e fazemos exemplares exclusivos. Conforme Rodarte, para fazer meio metro quadrado de um tapete, por exemplo, leva-se de dois a três dias, incluindo o fabricação do fio, o tingimento, a criação do desenho e a tecelagem.





