Cursos extras ajudam no desempenho
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segunda-feira, 03 de setembro de 2012
Marian Trigueiros<br>Reportagem Local 
Quem vai prestar o vestibular sabe que a rotina de estudos é fundamental. Mas, além das disciplinas tradicionais ministradas nos cursinhos preparatórios e colégios, cursos extras que não estão na grade curricular podem e muito auxiliar no desempenho do estudante. São atividades que não têm o conteúdo da prova como objetivo final, porém, dão subsídios e técnicas para a realização dos testes, culminando em melhores resultados.
O curso Kumon é um deles. Mais do que aprender a matématica, o método visa ampliar a capacidade e agilidade de cálculo básico e raciocínio lógico do aluno. Ou seja, há um ganho de tempo real e conduta mais assertiva. De acordo com o gerente regional Luis Farias, o curso pode ser iniciado em qualquer idade e o aluno completa os módulos de acordo com seu ritmo. Mas, se o objetivo for o vestibular, deve ser iniciado com um tempo hábil antes das provas. No método Kumon, as habilidades como a autoinstrução, hábito de estudos e concentração são aprimoradas, explica. O curso completo inclui 20 estágios, sendo que cada um possui 20 apostilas. Não há aula expositiva.
A escola também oferece curso de português, cujo objetivo é promover a capacidade de interpretação de texto. Nele, a gramática está inserida, mas não da maneira tradicional. Os formatos das provas atuais não são mais de conteúdo decorado. A resposta, muitas vezes, está no próprio enunciado da questão, mas as pessoas ainda têm dificuldade de compreender o que está escrito.
Há ainda na cidade os cursos chamados leitura dinâmica, que buscam aumentar a velocidade de leitura. Por meio de técnicas, é possível ler mais palavras em menos tempo matendo-se o entendimento.
Nas provas de vestibulares, as línguas estrangeiras, geralmente espanhol e inglês, também são cobradas. Há quem diga, entretanto, que o conteúdo da grade das escolas não é suficiente para uma boa fluência. Quem não teve a oportunidade de pagar um curso particular e vai prestar o vestibular, tem mais alternativa: a leitura instrumental. Segundo Elton Rocha, professor da escola Fisk, é possível melhorar consideravelmente o nível de entendimento da língua em apenas um semestre, até mesmo para quem nunca teve contato.
As provas de vestibular não cobram a produção escrita, oral ou conversação; apenas a compreensão da leitura. Dessa forma, é possível valer-se de algumas técnicas para aumentar o entendimento e, consequentemente, o número de acertos, afirma. Conforme ele, são, basicamente, três estratégias simples: apreensão global da temática do texto, por meio de uma leitura sem ater-se aos detalhes; busca da compreensão de partes específicas do texto de acordo com as questões; e levantamento prévio do conhecimento individual sobre o assunto com palavras-chave, mesmo sem o domínio de um amplo vocabulário.
Raciocínio mental
Aos 17 anos, Lucas Aquati Rosa, estuda há dez o método Kumon. Recém-aprovado no vestibular no Curso de Engenharia Química da Universidade Estadual de Maringá (UEM), o jovem diz que a disciplina adquirida e a velocidade no raciocínio mental foram fundamentais na prova de Exatas. No método, a pessoa tem que fazer tarefa todos os dias, inclusive nas férias. Além disso, temos que aprender sozinhos, tendo como base apenas um exemplo. Tudo isso me ajudou a fazer contas mais rápidas e até de cabeça. Já estou no último nível, conta ele, que ainda se prepara para mais dois vestibulares em universidades públicas.


