O Brasil está deixando de ser só um grande exportador de commodities. A indústria da transformação ganha força e demanda cada vez o trabalho de engenheiros. E Londrina pode contribuir para minimizar o risco de um ''apagão'' desta mão de obra tanto na região quanto no País, formando profissionais em suas instituições de ensino.
Para tanto, o Núcleo de Desenvolvimento Empresarial, originário do Fórum Desenvolve Londrina, defende a criação de seis cursos de engenharia na UEL: de produção; mecânica; química; de design de interior; de computação; de controle e automação; e têxtil. ''Londrina está atrasada neste aspecto que é fundamental para a região'', afirma o presidente do Fórum, Clóvis Coelho.
Por enquanto, o Governo do Estado garantiu implantar os cursos de engenharia mecânica, de produção, e de alimentos, em parceria com a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). O primeiro para julho de 2012 e os dois outros em 2013. Para Coelho, a notícia é ''bem-vinda, mas a demanda está reprimida e é preciso de mais cursos de engenharia também na UEL''.
Graças a atuação do Núcleo de Desenvolvimento Empresarial, medidas como o ISS Tecnológico e a Lei Geral da Microempresa já estão valendo. E o grupo defende ainda a implantação de projetos como o Arco Norte e o Centro de Transferência de Tecnologia.
Criado há três anos, o Núcleo de Desenvolvimento Empresarial reúne a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) e Sociedade Rural do Paraná (SRP), além da Agência de Apoio ao Empreendedor e Pequeno Empresário (Sebrae) e do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Idel). (N.B.)

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