A implantação de cursos de Direito no Vale do Ivaí sempre foi anunciada por prefeitos e vereadores, se transformando em motivo de disputa política e popularizada como ‘‘a promessa que nunca se cumpre’’. Chegou a ser causa de discussões entre políticos, que emperravam ou impulsionavam os projetos, conforme interesses próprios.
Finalmente, no mês passado, o primeiro curso de Direito foi legalmente autorizado pelo Ministério da Educação (MEC) a funcionar na Faculdade de Apucarana (FAP), assegura o diretor e professor da instituição, Wanderley Navarro. Ele admite a proximidade com Londrina e Maringá, que oferecem o curso em escolas públicas e particulares, mas argumenta que há uma demanda reprimida na região a ser atendida por cursos locais.
O diretor disse que o grande número de solicitações da população para a implantação do curso, por telefone e pessoalmente, motivou a direção da FAP a se preparar para receber a comissão de avaliação do MEC. A equipe é encarregada de verificar as condições didáticas e físicas da instituição candidata a implantar qualquer novo curso.
A aprovação foi publicada em Diário Oficial no dia 21 de maio, informou o diretor. ‘‘O corpo docente terá cinco professores específicos da área, todos mestres, vindos da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e do Centro de Estudos Superiores de Maringá (Cesumar). A biblioteca e o projeto pedagógico também foram aprovados pela comissão’’, assegurou.
Para Navarro, um curso de Direito, atualmente, deve estar voltado para o mercado de trabalho e prestação de serviços, mas também para quem almeja a magistratura. No entanto, o professor destaca que pessoas com outros cursos superiores concluídos têm se interessado pelo Direito e também empresários preocupados em conhecer a legislação brasileira como forma de administrar de forma mais segura.
Segundo o diretor, a FAP vai oferecer 150 vagas no período noturno, por questão de espaço físico restrito. O custo da mensalidade será de R$ 375,00, considerado dentro da média pela direção da FAP. ‘‘Vai ficar até um pouco mais barato do que o curso de outras escolas particulares porque vamos cobrar nove parcelas e não 12, nos dois primeiros anos’’, justificou Navarro.
O projeto da FAP prevê estágio a partir do segundo ano, através do Núcleo de Assistência Jurídica, a ser implantado. Também está em andamento um convênio com a Prefeitura de Apucarana para a criação do mesmo serviço, em prédio a ser cedido pelo município.
As inscrições para o vestibular encerram no dia 30 de junho. As provas acontecerão no dia 1º de julho e as aulas começam em seguida, a partir do dia 9. As inscrições custam R$ 50,00. A direção da instituição espera 500 candidatos.
A FAP recentemente recebeu parecer favorável à implantação dos cursos de Sistemas de Informação e Hotelaria e Turismo. Conforme Navarro, a comissão do MEC deve voltar em breve para avaliar o pedido de ativação do curso de Ciências Biológicas.

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