Fechada desde a década de 1980, a antiga capela do Colégio Santa Maria, na esquina das Ruas Conselheiro Laurindo e Marechal Deodoro, no centro da Capital, volta a abrir as portas ao público hoje. Restaurada pela Prefeitura de Curitiba, a edificação do início do século 1920 passa agora a integrar o circuito artístico da cidade como Capela Santa Maria Espaço Cultural.
  Transformada em sala para concertos, com 278 lugares, a capela será, junto com o prédio anexo, a nova sede da Camerata Antiqua de Curitiba. A entrega oficial foi feita pelo prefeito Beto Richa ontem em solenidade reservada para convidados. Hoje, às 20h30, o local será aberto ao público com Recital de Piano e Música de Câmara, que integra a programação da 26ªOficina de Música de Curitiba. A temporada da Camerata Antiqua começará no mês de março.
  Para o violinista e coordenador da orquestra da Camerata, Francisco de Freitas Junior, a Capela Santa Maria é a primeira sala de concertos da cidade apropriada especificamente à música de câmara. ‘‘A Camerata está muito feliz por ter uma sede própria mas quem deve ficar realmente feliz é a população, que ganha uma verdadeira sala de concertos’’, afirma Freitas.
  Até então a Camerata Antiqua de Curitiba, constituída por coro e orquestra, ensaiava no Solar do Barão e nos últimos anos vinha realizando concertos em espaços religiosos (igrejas e capelas da cidade), e no Teatro Londrina, no Memorial de Curitiba. ‘‘Mas não era o lugar ideal, faltava espaço’’, avalia o coordenador.
  Segundo Freitas, os espaços culturais da capital sempre foram pensados para apresentações de teatro ou balé, como é o caso do Teatro Guaíra, grande demais para a música de câmara e com uma agenda atribulada. Isso dificultou as apresentações da Camerata ao longo de seus 34 anos de história. Agora a nova sede da Camerata será também uma opção de espaço para os músicos da cidade ou de passagem por Curitiba, explica Freitas. ‘‘A Capela vai ser compartilhada com outro grupos musicais’’, garante.
  A temporada 2008 da Camerata Antiqua de Curitiba começa em março e além dos concertos na nova sede o grupo deve continuar realizando apresentação nos espaços religiosos. ‘‘Esperamos que as pessoas passem a ir à sala de concertos mas
sabemos que isso não acontecerá
de uma hora para outra. O que queremos é que eles dividam esse espaço cultural conosco’’, afirma
o coordenador.

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