Curitiba é a 3ª cidade do País a ter emissora de rádio
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domingo, 31 de dezembro de 2000
Jackeline Seglin De Londrina 
O ano de 1924 marca o ingresso do Paraná, com surpeendente rapidez, na era da comunicação de massa. Nesse ano é inaugurada, em Curitiba, a Rádio Clube Paranaense (sob o prefixo PRB-2), a primeira emissora do Estado e a terceira do Brasil. Recebe esse nome porque é mantida por um um clube que, à inauguração, tem dez associados. O rádio chegara ao Brasil apenas dois anos antes, no Centenário da Independência.
A primeira transmissão da B2, em 27 de junho, é um concerto. Em 1933, a emissora transmite o primeiro Atletiba, já consolidado como o grande clássico do futebol paranaense. Dois anos depois, a Clube marca época, ao ser a primeira emissora do Brasil a levar o teatro para o rádio. A idéia partiu do ator e radialista Correia Júnior e a peça encenada foi A Ceia dos Cardeais, um clássico da literatura mundial.
Nasce a radionovela, que chegaria ao auge nas décadas de 40 e 50, quando seria transplantada para a TV e acompanharia os paranaense século afora. Com a popularização da programação, atores e apresentadores de programas de auditório, carros-chefes da programação, se transformam em ídolos populares.
Por 22 anos, a B2 impera como a única rádio de Curitiba. Sua concorrente seria a Rádio Guairacá, que atingiria grande sucesso ao contratar a dupla caipira Belarmino e Gabriela, cuja canção mais famosa seria Mocinhas da Cidade. Artistas da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, como Nelson Gonçalves, Emilinha Borba e Vicente Celestino, também se apresentariam na emissora curitibana.
Em Londrina, o rádio chegaria em 1943, nove anos após a fundação da cidade. A Rádio Londrina seria o centro artístico-cultural da região e uma das expressões radiofônicas do Sul do País. Chegaria a ter um auditório com 512 lugares, de onde eram transmitidas atrações como o Clube da Raia Miúda e Cassino de Atrações, comandadas por Aymoré Kley.
O rádio londrinense também serviria de vitrine para pretensões políticas. Antonio Belinati (prefeito cassado em 2000), começaria sua carreira radiofônica na década de 60, lendo comerciais nos intervalo de um programa. Com ajuda do veículo, viria a se eleger prefeito três vezes. Alvaro Dias, que se elegeria governador e senador, escreveu uma radionovela (Rosa Vermelha) e teve um programa de música jovem na Rádio Atalaia nos anos 60.


