A Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba está alertando quem convive diretamente com pessoas de cidades onde estão ocorrendo casos de rubéola, ou trabalha em estabelecimentos de saúde, para a necessidade de se imunizar contra a doença. Curitiba já teve 12 casos de rubéola registrados este ano. Em 2006 foram apenas três.
De acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura de Curitiba, o alerta visa principalmente os taxistas, motoristas de ônibus interestaduais, caminhoneiros e profissionais de turismo, hotelaria e viagens, além de profissionais de saúde. A vacina é gratuita, indolor e raramente provoca reações, como ligeiro mal-estar e febre baixa. As doses estão disponíveis em todas as unidades básicas de saúde do município.
Em média, na cidade, 25 mil crianças tomam a vacina todos os anos. Esse número cai bastante em maiores de 12 anos. Em 2006 foram aplicadas 5.012 doses na faixa etária. Neste ano, até agora, já foram feitas 6.896 doses. Para a diretora do Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal da Saúde, pediatra Karin Luhm, o crescimento da demanda demonstra que a população está mais sensível ao problema do surto, vivido nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. ''O ideal é que toda a população em condições de receber a vacina faça o mesmo, independente do tipo de profissão a que se dedica ou de viagem para regiões de risco. É uma proteção para o resto da vida'', informa a diretora por meio da assessoria de imprensa.
Os sintomas são exantema leve (manchas vermelhas espelhadas pelo corpo); dor nos gânglios situados atrás da cabeça; dores nas articulações e febre baixa. Se uma gestante for contaminada, o bebê pode desenvolver más formações graves. É a Síndrome da Rubéola Congênita (SRC). Esses bebês podem desenvolver microcefalia, além de infecção generalizada, problemas de visão e de audição e cardiopatias. Como a dose é combinada, quem procura a vacina contra a rubéola se protege também contra o sarampo.
A dose é contra-indicada apenas para gestantes, pacientes em tratamento com remédios que afetam a imunidade e pessoas alérgicas à proteína do ovo de galinha, matéria-prima para o preparo da vacina. Quem estiver manifestando uma doença febril aguda, a exemplo da amigdalite, também deve esperar até a superação do quadro para se vacinar.

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