Até pouco tempo subterrânea no Brasil, a cultura pop japonesa explodiu no país com o advento da internet e dos canais de tevê por assinatura. E o que era voltado apenas para fãs obcecados, conquistou admiradores dos mais variados perfis. "A demanda aumentou e os animes e mangás viraram moda", afirma Cláudia Hamasaki.
A blogueira Mylle Silva, uma das organizadoras dos Mini Matsuris, acredita que as confusões na praça são fruto dessa popularização do "Japão jovem". Ela reconhece que os frequentadores deixaram de lado o "perfil cultural" da festa - hoje uma grande balada gratuita e ao ar livre.
"Tem gente que vai só para puxar briga. Até skinheads já passaram por lá", diz a agitadora cultural, que agora faz campanha para reduzir o consumo de álcool nos eventos.
A polêmica também anda quente nos blogs e, principalmente, no Orkut (sempre ele). No site de relacionamento, comunidades como "Curitiba no Matsuri" e "Mini Matsuri - Praça do Japão", ambas com mais de mil membros, viraram um fórum de discussão permanente sobre os hábitos da tribo.
As opiniões se dividem. Há os rebeldes sem causa, que só querem colocar lenha na fogueira, e também os mais conscientes, cujo discurso inclui até ameaças de abandonar os eventos. Para eles, os Mini Matsuris simplesmente perderam o "significado". (O.G.)

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