Culpa gera crianças sem limites
Priorizar a criança durante o período disponível para ela é a orientação da psicóloga Emirene Tavares de Lima às mães que trabalham. ''Quando está com os filhos, a mãe deve entrar no mundo emocional deles. O importante é que as crianças percebam que a mãe gosta de ouvir suas bobagens, angústias e questionamentos'', aconselha ela, que realiza terapia em grupos de pais.
Além da conversa, as mães precisam olhar o filho positivamente e tocá-los para demonstrar afetividade. A prática, garante, aumenta a auto-estima e torna as crianças mais seguras.
Sentimento comum às mães que trabalham, a culpa, segundo a psicóloga, é a porta de entrada para um relação ruim. ''As crianças percebem e perdem o limite'', esclarece. A consequência é o desapego, o sentimento de que tudo é permitido.
Para evitar o problema, a mãe tem que estar preparada para negar, quando necessário, mesmo diante de muita insistência. ''Não significa que a mãe tenha que educar em tempo integral. A boa educação resulta da boa convivência'', afirma.





