O chefe do governo alemão, o chanceler Gerhard Schroeder, qualificou os atentados terroristas de ontem nos Estados Unidos como ''uma declaração de guerra a todo o mundo civilizado'' e o presidente da Comissão da União Européia (UE), Romano Prodi, condenou os ataques terroristas lançados contra Nova York e Washington DC.
Durante uma entrevista à imprensa em Berlim, Schroeder disse que ''quem apóia esses atos de terror estão contra as leis do mundo civilizado''. ''A Alemanha está ao lado dos Estados Unidos'', acrescentou. Em Bruxelas, Prodi disse que estava horrorizado pela ''tragédia mortal'' e enviou suas condolências para o presidente dos EUA, George W. Bush, e para o povo norte-americano. Prodi disse que ''os europeus estão junto com os EUA e todas as pessoas que amam a paz no mundo condenam e resistem ao terrorismo da forma mais veemente possível''.
Separadamente, o comissário de Relações Exteriores da UE, Chris Patten, disse: ''Estamos observando os eventos nos EUA com absoluto horror. Nossas preces e nosso mais profundo pesar são para nossos amigos nos EUA''. O presidente da França, Jacques Chirac, manifestou o apoio do país aos EUA. Em pronunciamento à TV, Chirac condenou os ataques e os classificou como ''monstruosos'' e expressou sua solidariedade ao povo norte-americano. O primeiro-ministro francês, Lionel Jospin, disse que estava ''terrivelmente horrorizado'' com os ataques terroristas nos EUA. Jospin convocou seus assessores políticos para uma reunião de emergência após os ataques.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, também expressou suas condolências ao povo norte-americano, dizendo tratar-se de uma ''terrível tragédia'', informou o serviço de imprensa do Kremlin. Putin está acompanhando o desenrolar dos acontecimentos nos EUA pela televisão, disse a assessoria de imprensa. O primeiro-ministro da Bélgica, Guy Verhofstadt, disse que estava ''chocado e profundamente preocupado'' com a série de ataques terroristas em Nova York e Washington. Em sua visita a Ucrânia, Verhofstadt disse que como atual presidente da UE condena da forma mais forte possível ''esses atos terroristas que atingem civis inocentes''. Ele apresentou suas condolências às famílias das vítimas e ao governo norte-americano.
O primeiro-ministro espanhol, José Maria Aznar, interrompeu sua visita aos Bálcãs logo após ter sido informado sobre os ataques aos EUA. Aznar classificou os acontecimentos como ''ataques terroristas cruéis e selvagens''. Os aeroportos espanhóis foram colocados em ''estado de alerta máximo''.
O primeiro-ministro de Portugal, António Guterres, considerou ontem que a comunidade internacional deve se unir na condenação dos atentados nos Estados Unidos e na luta contra o terrorismo. ''É dever da comunidade internacional, independente das suas diferenças, se unir integralmente não apenas na condenação, mas também na luta efetiva contra o terrorismo'', acentuou Guterres, em entrevista coletiva, após os atentados de ontem nos Estados Unidos. O chefe do Governo apelou aos portugueses para expressarem um ''sentimento de serenidade, tranquilidade e de tolerância''. (AE)

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