Critérios foram banalizados, diz vereador
Um dos vereadores mais antigos no cargo em Londrina, o parlamentar Renato Silvestre de Araújo (PP), considera que os critérios para batizar as ruas da cidade foram banalizados a partir de 1988. ''Depois desta data passaram a homenagear pessoas que, inclusive, nunca moraram naquela rua ou naquela região'', constata. ''Antes, os vereadores procuravam nomear ruas com homenagens a personalidades que tivessem influído de alguma forma no desenvolvimento da cidade'', acrescenta.
Araújo destaca também que a maioria da população não tem conhecimento sobre os personagens que batizaram as ruas e avenidas da cidade. Em muitos casos, o nome é desconhecido para os moradores da própria via. A banalização das homenagens também contribuiu com a ''falta de memória histórica''. Na cidade, segundo ele, há um caso de uma escola que rendeu homenagens a uma menina que morreu antes de completar cinco anos.
Araújo alega que o uso eleitoral das homenagens e a falta de discussão dos projetos também resultam nas distorções. ''Infelizmente, vereadores usam isto só para ganhar voto. É comum telefonarem para a Acesf (Administração de Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina) para pegar o nome de quem morreu'', revela.
Para Araújo, outros critérios também são importantes, como a atividade exercida ou a contribuição para o crescimento da cidade. A ''exigência'' vale para personagens locais ou nacionais. Um exemplo é a Avenida Juscelino Kubitschek. Na época, o presidente aprovou uma verba para saneamento básico em Londrina e o nome foi sugerido pelo vereador e aprovado pela Câmara.
O desejo de homenagear alguém não basta para batizar uma rua ou avenida da cidade. Os vereadores têm de obedecer algumas restrições, determinadas pela Lei Municipal 7.631, de 30 de dezembro de 1998.





