Ao contrário do que muitos cristãos pensam, a religião islâmica considera Jesus como um de seus grandes profetas, ao lado de Noé, Abraão, Moisés e Maomé. ‘‘Esta realidade foi muito distorcida no Ocidente, que colocou grandes diferenças entre a religião católica e a islâmica’’, explica Gamal Oumairi, que participa da ala jovem da mesquita de Curitiba. ‘‘As diferenças não são tão gritantes’’.
Apesar disto, os islâmicos não se consideram cristãos e não comemoram o Natal em dezembro. ‘‘Aceitamos Jesus como um grande profeta, mas não o adoramos como filho de Deus’’, afirma. ‘‘Além do mais, a data de 25 de dezembro não coincide com o nascimento de Jesus’’.
O dia mais importante do ano para os islâmicos é a comemoração do nascimento do profeta Mohammad, em 570 D.C. ‘‘Contamos esta data a partir do calendário lunar, portanto cada ano cai num dia diferente. Em 97 foi em outubro’’, conta.
Neste dia há troca de presentes, coquetel, celebração especial para as crianças, culto e aulas sobre o profeta. ‘‘A mensagem que desejamos passar é de que os cristãos voltem a ter um pouco da humildade de Jesus, que busquem os verdadeiros conhecimentos e deixem um pouco de lado o materialismo atualmente vigente’’.

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