Crise europeia atingiu projetos em 2010 e 2011
A crise econômica europeia acabou afetando negativamente o mercado brasileiro de carbono em 2010 e 2011. Segundo avaliação do professor e responsável técnico da consultoria GSS Consult, Paulo Zanardi, a redução da atividade econômica acabou gerando redução na emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE) na Europa. Com isso, a demanda também encolheu e, como consequência, o preço do crédito de carbono caiu para quatro euros contra nove euros há dois anos.
Para 2012, as perspectivas são de retomada de crescimento em razão do fortalecimento do mercado interno de carbono. As metas (consideradas ousadas) de redução de emissão voluntária de GEE, estipuladas pelo governo brasileiro, estão levando empresas nacionais a procurar créditos de carbono gerados por outras empresas brasileiras.
O momento não é muito bom, mas na minha visão outros mercados estão se abrindo. O Brasil já tem uma demanda grande de empresas para fazer inventários de efeito estufa e isso contribuirá para fortalecer o mercado interno, avalia Zanardi.
Em todo o mundo, o crédito de carbono movimenta U$ 150 bilhões anuais. O Brasil, com 272 projetos aprovados, representa hoje o terceiro maior mercado de carbono do mundo, atrás apenas da China e da Índia. O Paraná é o sexto maior mercado do País, com 6% dos projetos aprovados.





