Crise do setor afeta negócios em todo País
A crise pela qual atravessa o setor foi por várias vezes citada pelos empresários envolvidos com o negócio durante as conversas com a reportagem da Folha. Grande concorrência, inadimplência e falta de funcionários confiáveis foram alguns dos motivos citados tanto por Vieira quanto por Domingues para os tempos ruins. ''Nas locações, cobramos cerca de 40% do valor faturado com as mesas. Mas já houve tempos em que podíamos pedir tranquilamente 60%'', afirma Vieira. ''A inadimplência, que não passava de 10% há 15 anos, hoje atinge até 40%. Não chego a lucrar nem R$ 10,00 por mesa'', exemplifica Domingues.
Contudo, mesmo este contexto não impede que os empresários falem do segmento com orgulho. ''Sabemos que a cidade é a capital nacional do bilhar. A prefeitura conta 70 fábricas, mas sei que temos mais de 100 empresas envolvidas com o ramo. Eu mesmo contei'', garante o filho do dono da Del Rey, João Paulo Domingues. ''Desconheço uma cidade no País que esteja tão envolvida com a indústria do bilhar'', reforça Vieira.
Talvez este mesmo orgulho explique a força do segmento em Jaguapitã. As 70 fábricas só não empregam a maioria absoluta da população economicamente ativa da cidade porque ela recebeu, recentemente, dois grandes abatedouros de frango. Ainda assim, as vagas do setor respondem por mais de 30% do total de empregos da cidade, e são quase cinco vezes maiores do que todo o resto do trabalho oferecido pelas demais indústrias, excetuando-se os frigoríficos.(A.M.)





