A ação de vândalos e criminosos, que não poupam nem mesmo os cemitérios, está levando algumas prefeituras da Região Metropolitana de Curitiba a adotarem medidas extremas para garantir a proteção dos túmulos. Campo Largo, por exemplo, apelou para a tecnologia e instalou, no cemitério central, um sistema de monitoramento por câmeras e alarmes.
O secretário de Desenvolvimento Urbano de Campo Largo, Raul da Luz Negrão, disse que os furtos nos cemitérios do município - principalmente no central - sempre aconteceram, mas mais recentemente tomaram proporções ''assustadoras''. A prefeitura não chegou a fazer um levantamento exato do número de ocorrências, mas o secretário estima uma média de três reclamações por semana. ''Os vândalos chegam a arrombar túmulos e capelas, quebrando as portas para fazer o local de dormitório'', contou.
As câmeras, que permitem vigiar todo o cemitério, segundo Negrão, já estão instaladas, mas só deverão entrar em funcionamento em meados deste mês. A prefeitura exigiu que a empresa ganhadora da licitação faça algumas adequações para atender critérios técnicos que não ficaram a contento na fase de testes. As imagens serão monitoradas 24 horas da Central de Luto, informou o secretário. O sistema terá o reforço de alarmes, acionados por sensores, para evitar invasões pelos muros.
Em São José dos Pinhais, os furtos de placas e puxadores de bronze, esquadrias de alumínio, entre outros materiais visados pelos criminosos, também preocupam a administração municipal. ''De uns anos para cá, diminuiu um pouco, mas já perdi as contas de quantas ocorrências tivemos'', afirmou o diretor municipal de Serviços Públicos, Luís Antônio Costa.
Para tentar coibir os crimes, foi instalada iluminação nos sete cemitérios municipais de São José dos Pinhais e a guarda municipal faz rondas periódicas pelos locais. Dois dos cemitérios ficam na região central e o restante em áreas rurais do município. Nestes, o monitoramento é mais complicado, admitiu Costa.
Em um dos cemitérios centrais, a prefeitura chegou a instalar uma cerca elétrica para evitar as invasões noturnas. Para Costa, o problema é que os furtos têm acontecido também durante o dia. ''Pessoas de má índole que entram como se fossem visitar os túmulos e acabam cometendo os furtos. A gente não tem como revistar as pessoas que saem do cemitério para saber se estão levando alguma coisa'', disse.

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