Crianças indígenas tomam banho no riacho
O refúgio dos índios kaingangue em Londrina, em terreno cedido pelo poder público ao lado da avenida 10 de Dezembro, poderia ser uma bela miniatura de aldeia no meio da cidade. Localizado ao lado do ribeirão Cambé, o ponto serve como local de produção e comercialização de artesanato dos índios que vão e voltam da Reserva do Apucaraninha, em Tamarana.
Na prática, a situação é bem diferente da aldeia de origem. A criançada toda brinca nesse rio aí, só que saem com o olho vermelho depois de se banhar, conta o índio Zildo Artur Frederico. Além disso, ficam cheios de coceira no corpo. Leva alguns dias para ficarem bons de novo, conta, sem atentar para os riscos maiores que a situação possa provocar.
No trecho que corta a aldeia, o ribeirão Cambé é canalizado, porém a falta de manutenção é evidente. Em alguns trechos, mais da metade do leito é tomado por mato. Essa é nossa única área de lazer, mas o rio tá muito sujo. Até cachorro morto já vi descer no meio do lixo, em dias de chuva.(F.C.)





