No Colégio IEEL, onde fica o pólo do Projeto Futuro na área central, aproximadamente 30 das 80 crianças que iniciaram os treinamentos no começo do ano permaneceram até o início de dezembro, quando o instrutor Breno Pinheiro liberou o grupo para as férias.
  Embora no período de um ano as crianças tenham condições de fazer o primeiro exame para pegar a faixa branca ou amarela, a maioria delas ainda não passou pelo exame este ano. ‘‘É porque na faixa etária dos seis aos dez anos muitas delas ainda não têm aquela seriedade esperada nos treinamentos. Até por isso ocorrem desistências ao longo do ano, que é algo normal. O importante é deixar a criança se descobrir e pegar aos poucos o gosto pela modalidade’’, comenta Pinheiro.
  Quando a reportagem da Folha foi ao treino no IEEL, na semana passada, encontrou muitas crianças sem a faixa e sem o ‘dobok’ (o quimono do taekwondo). ‘‘Entre as crianças do Projeto Futuro isso é comum porque muitas são carentes e os pais têm dificuldade para comprar (o dobok custa cerca de
R$ 70,00). O importante é participar’’, ressaltou Pinheiro.
  A pequena Luísa Ramalho, 8 anos, está há mais de um ano no projeto e considera o taekwondo ‘‘um esporte muito bonito pra menina’’. Ela ainda não disputa competições, diferente de Rafael Rossato, 9, que já faturou duas medalhas de prata na última Copa Londrina. Nos eventos, o que mais maravilha o garoto ‘‘são as lutas dos adultos, principalmente quando é entre dois professores’’. ‘‘Comecei aqui há três anos e nunca parei. Gosto também de futebol, mas o taekwondo é mais legal’’, opinou Rafael.
  Entre as mais experientes do grupo estão Laís Carrara Dutra, 15, e Sayuri Nakagawa, 12. Laís, que é faixa ‘‘ponta-verde’’, explica porque escolheu o esporte: ‘‘Sempre gostei de artes marciais e o taekwondo não é violento. Até os meus pais chegaram a praticar por algum tempo aqui na escola’’, conta. Sayuri pratica há apenas oito meses (é faixa amarela) e já vem freqüentando os treinos de sábado com as equipes de competição. (J.K.)

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