DivulgaçãoAs crianças divertem-se enquanto exercitam a criatividade e aprendem a linguagem da arteFazer arte já é a coisa mais natural do mundo para uma criança, então por que pensar em oficinas de arte para ela? A pergunta é comum entre pais que hesitam em oferecer aos pequenos atividades paralelas que mexam ao mesmo tempo com o lado lúdico, o educativo e o artístico. Para muitos educadores, no entanto, é uma possibilidade múltipla de aprendizado, e a tendência fez pipocarem em Curitiba escolas especializadas em caminhos desse tipo.
Esses educadores acreditam que, propondo atividades artísticas, estão estimulando a criatividade, o desenvolvimento de talentos ocultos, a sociabilidade e a desenvoltura de crianças de todas as idades. Arte - e aí compreende-se o desenho, a pintura, o teatro, a música e a dança - parece ser a palavra mágica para colocar a criança em contato com o belo, o interior, o criativo.
‘‘Nossa proposta não é transformar a criança em um adulto mais inteligente, mais feliz ou algo assim. Pensamos no agora, em dar-lhe a possibilidade de vivenciar uma experiência criativa e que lhe fará bem no dia de hoje’’, avalia Kusum Verônica, responsável pela pesquisa de folclore que orienta as atividades do Museu Arteiro.
Montado graças à Lei de Incentivo à Cultura, o Museu Arteiro é financiado pela Associação Avelino Vieira e comandado pelo grupo de teatro Filhos da Lua. Ali, crianças, adolescentes e adultos são convidados a expôr um lado pouco explorado, seja através de jogos dramáticos, seja através de atividades lúdicas em artes plásticas. O tema proposto é sempre ligado ao folclore e à cultura popular, como o índio, a influência dos negros e as lendas brasileiras.
Aprender a criar de maneira dinâmica e divertida é também a proposta do recém-criado Centro de Artes, no Pilarzinho. Pigmentos de terra, aquarela, instrumentos musicais rudimentares fabricados pelas próprias crianças, gesso, papel e o que mais a imaginação mandar são utilizados durante os cursos semestrais, que compreendem módulos integrados de artes plásticas, musicalização e teatro. Tudo em grupos reduzidos, separados por faixa etária.
Segundo os coordenadores do Centro de Artes, a arte deve ser encarada como uma ferramenta para a educação, ajudando a criança a se relacionar melhor com os outros e vencer barreiras como a timidez, a insegurança, o medo e os desafios.
Por exemplo: será que algum adulto já parou para pensar em quantos movimentos é possível fazer com determinada parte do corpo? Esta é uma das experiências propostas por Adriana Seiffert, especialista em arte e educação. Ela aborda o esqueleto e a estrutura do corpo, convidando os pequenos alunos a identificarem as possibilidades de movimento que o corpo oferece. Assim, a postura e a expressão facial são exploradas para traduzir emoções e sensações, despertando nas crianças a percepção de seu próprio corpo e dos outros.

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