Quando as regras são quebradas, proprietários decidem que não querem mais aquele animal de estimação, espécies são apreendidas por causa do tráfico ilegal, um bicho é pêgo ao invadir uma propriedade ou, ainda, animais de circo são flagrados em situação de maus tratos, é aí que entram em cena outras duas figuras criadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) com o objetivo de preservar os animais selvagens.
Uma delas é o mantenedor. Trata-se de um particular que se propõe a manter um animal de espécie exótica, ou seja, que não é natural do Brasil. ''Não há tantos casos. O mais comum são animais abandonados ou apreendidos em circos, porque estavam sofrendo maus tratos'', explica a coordenadora do Núcleo de Fauna do Ibama, Eunice de Souza. Outra figura é o Criador Conservacionista, previsto através da portaria 139/93 de 29 de dezembro de 1993, justamente com objetivo de regulamentar a atividade de manutenção de animais da fauna brasileira com fins de conservação pela iniciativa pública ou privada.
Eunice calcula que existam no Paraná cerca de 40 criadores conservacionistas. ''O objetivo é contribuir com a preservação, cuidando de animais que não podem voltar para a natureza'', diz, ressaltando que isso acontece porque o animal não tem condições de sobreviver no meio ambiente. A maioria são Organizações Não Governamentais (ONGs), mas há também particulares. ''São pessoas que têm dinheiro e boas intenções para com os animais. Esses e os mantenedores criam os animais com objetivo de dar-lhes uma boa aposentadoria'', analisa.
Em todos os casos, para mantenedores e criadores, a licença só é concedida mediante uma série de exigências do Ibama, determinando o espaço, alimentação e equipamentos necessários, bem como acompanhamento por pessoal especializado, entre outros itens. Segundo Eunice, a maioria dos criadores registrados no Estado abriga aves, mas há também um abrigo para felinos, outro para primatas. A maioria acaba abrigando mais de uma espécie. (M.G.)

mockup