O criador João Nilseu Ribeiro de Mello, de Apucarana, é pioneiro e hoje dispõe de instalações para todas as etapas do negócio, inclusive uma incubadora para o manejo dos ovos. Como é o único na região, terceiriza a estrutura para vários criadores.
Os ovos permanecem cerca de 42 dias sob os cuidados de pessoal especializado, até o nascimento dos filhotes. Sem revelar valores, Mello diz que investiu alto na incubadora de olho na venda de ovos. ‘‘Em breve o plantel vai estar formado e aí entra essa nova etapa do negócio’’, calcula.
O criador tem 20 casais e filhotes vendidos até fevereiro de 2002, conforme a capacidade de reprodução das aves. Cada ave é vendida por R$ 1.250,00, com 30% de custo.
Mello diz que investiu U$ 60 mil em avestruz, em 1996, ‘‘meio de doideira’’, como relata. ‘‘Um amigo esteve na África e voltou entusiasmado com a idéia. Eu criava bovinos e suínos e resolvi começar com 15 casais de avestruz. No começo sofremos com as dificuldades de importação, porque até hoje o Ibama classifica as aves como exóticas e aí existe toda uma legislação em cima, até a transformação em domésticas. Depois veio a fiscalização pelo Ministério da Agricultura, além da falta de informações sobre o manejo. Mas agora estou satisfeito’’, comemora. O berçário e os pastos para aves adultas e recria completam o complexo.
O criador fechou uma parceria com a Universidade Estadual de Maringá (UEM) para assessoria zootécnica e está instalando uma balança eletrônica, como parte da ampliação do negócio. O plantel dele é formado pela raça African black, ‘‘melhorada em relação às red neck, blue neck e as cruzadas a partir da African black’’, explica. (K.B.)

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