De acordo com dados de 1950 do IBGE, a agropecuária de Campo Mourão era dominada pela criação de porcos e pelo plantio de milho. Em 1948, por exemplo, o município tinha 150 mil suínos, contra apenas 5 mil cabeças de bovinos. Os porcos eram vendidos em Apucarana, numa viagem a pé que demorava uma semana e contava com uma passagem de balsa sobre o Rio Ivaí.
Segundo relato da pesquisadora Édina Simionato, do Museu Municipal Deolindo Mendes Pereira, a balsa, chamada ‘‘Hilda’’, era pequena e obrigava os criadores a atravessar os porcos aos poucos. Para poderem dormir, os condutores tinham que erguer altos cercos de galhos, onde os suínos eram deixados à noite. O prato típico da época, a ‘‘paçoca de carne’’, uma espécie de avô do carneiro no buraco, também era feito de porco.
Também havia um grande intercâmbio comercial com Pitanga e Guarapuava, onde eram comprados medicamentos, tecidos, armas, munições e ferramentas. Entre as principais culturas, não havia concorrência para o milho, que era plantado em 40 mil hectares. A cana-de-açúcar, que vinha em segundo lugar, não passava de 200 hectares. Entre as principais indústrias, um beneficiamento de erva-mate, uma carpintaria, um alambique e oito fábricas de rapadura. (S.S.)

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