A economia estável favorece o mercado imobiliário. Basta observar a quantidade de obras que pipocam pela cidade entre reformas, ampliações e contruções de novas edificações. No entanto, segundo especialistas, duas regiões tendem a concentrar a expansão imobiliária de Londrina nos próximos anos: zonas Norte e Leste.
Enquanto a primeira vai abrigar parte das moradias do programa habitacional do governo federal Minha Casa, Minha Vida, a segunda tende a crescer na esteira da construção do complexo Marco Zero, do crescimento da Universidade Tecnológica do Paraná (UTFPR) e da pavimentação da Estrada dos Pioneiros.
Para Gerson Guariente Júnior, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Norte do Paraná (Sinduscon Norte), o mercado imobiliário na Zona Norte está em fase de amadurecimento. Ele observa que atualmente há um grupo da população que tem entrado no mercado de aquisição de imóveis, o que tende a aumentar a demanda. ''São aquelas famílias que estão ascendendo da classe D para a C. São filhos dos primeiros moradores, que compraram residências há mais de 20 anos e estão na faixa etária de adquirir o primeiro imóvel'', contextualiza.
Rosalmir Moreira, diretor de Desenvolvimento Urbano do Sindicato de Habitação e Condomínios do Paraná (Secovi), estima que o programa Minha Casa, Minha Vida irá consolidar a ocupação da malha urbana na Zona Norte. Ele aponta o entorno do Jardim Imagawa, no sentido Ibiporã, como a próxima a receber investimentos. Outro exemplo são as imediações das indústrias Elevadores Atlas e Dixie Toga, região considerada zona industrial, que tem no entorno áreas rurais com perfil de residenciais. ''Ali o potencial é grande, tanto que já existem pessoas adquirindo para negociar ou constuir numa expansão futura'', sublinha.
Moreira deixa claro que tal prognóstico é a médio e longo prazo. No entanto, elenca bairros como Itapoã e Campo Verde, situados ao lado do Conjunto Vivi Xavier. Nos últimos dois anos, ambos tiveram um momento de crescimento com novas construções surgindo depois de alguns anos estagnados.
Como a região já tem outros bairros que gozam de infraestrutura, o diretor do Secovi acredita que a posição facilita a implantação de serviços básicos como energia elétrica, redes de água e esgoto e transporte urbano. ''Tudo isso precisa chegar quando surge uma nova região. O problema é que isso gera custo para o município, pois sai de um lugar para ser levado para outro. Quando está mais próximo o custo acaba sendo um pouco menor'', observa ele.
Zona Leste
A outra região que aos poucos ajuda a ocupar os espaços urbanos de Londrina é a Zona Leste. Na opinião de Moreira, a expansão tende a se intensificar nos dois próximos anos no entorno do complexo empresarial Marco Zero, próximo da rodoviária, e na região da UTFPR. Para Guariente Júnior, a região está dividida em três pólos. Além do Marco Zero e da universidade, a pavimentação da estrada dos Pioneiros, que vai ligar Londrina a Ibiporã tende a movimentar o fluxo no local.
''Isso ajuda a desenvolver novos empreendimentos. A topografia favorável fomenta o surgimento de construções, pois demanda custo baixo na hora de preparar o terreno antes de iniciar uma obra'', exemplifica o presidente do Sinduscon.
Para Rosalmir Moreira, existe outra faceta da Zona Leste, situada no final da Avenida Robert Koch, que compreende o entorno do Hospital Universitário, com potencial promissor. ''No Conjunto Monte Sião os terrenos custavam até dois anos atrás entre R$ 15 mil e R$ 20 mil. Atualmente custa até R$ 50 mil'', compara. ''Essa é a prova de que aquela região é promissora'', conclui.

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