Crescimento constante
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domingo, 13 de março de 2011
Loriane Comeli <br> Reportagem Local <br> 
O polo moveleiro de Arapongas fechou 2010 com resultados positivos: o faturamento foi de R$ 1,234 bilhão, segundo o Sindicato da Indústria Moveleira (Sima) - 4,57% a mais do que no ano anterior. Também houve crescimento no número de fábricas, de empregos diretos e indiretos e de exportações.
O avanço do setor representa muito para a economia da cidade de 104 mil habitantes, já que a participação das indústrias moveleiras no Produto Interno Bruto (PIB) do município corresponde a 67,31%. Arapongas é o segundo maior polo moveleiro do País, atrás apenas de Bento Gonçalves (RS). ''Eles têm um faturamento maior que o nosso por causa das exportações, mas temos maior número de indústrias e de empregos gerados'', explicou o presidente do Sima, Nelson Poliseli.
O mercado em expansão permitiu, em 2010, a instalação de 24 novas empresas e a geração de 879 empregos diretos e indiretos. Dados de 2010 demonstram que o setor moveleiro emprega, de maneira direta, 10.880 pessoas. ''É um número muito significativo porque, se considerarmos que cada família tem quatro pessoas, 40% da população de Arapongas está ligada à indústria moveleira'', considerou o presidente do Sima.
Mesmo com os ''altos e baixos'' do setor, devido às crises econômicas internacionais, o polo moveleiro de Arapongas cresceu muito nos últimos dez anos. Em 2000, o faturamento das indústrias foi de R$ 480 milhões; em 2010, este número saltou para R$ 1,18 bilhão.
''Todo mundo cresceu nesse período. Enfrentamos a crise de 2008/2009, mas houve crescimento''. Noventa por cento de tudo o que é produzido em Arapongas são vendidos para outros centros, principalmente no Sudeste e Nordeste do País, além das exportações.
As novas empresas do setor moveleiro são principalmente das áreas de serraria e de pequeno porte, mas, segundo o presidente Poliseli, são de extrema importância para o setor. ''Geram empregos e têm muito espaço para crescer'', disse.
O secretário estadual de Fazenda, Luiz Carlos Hauly, destacou a importância do polo moveleiro para a economia do Estado. ''Eles têm um belo potencial de crescimento e o polo é uma potência porque os empresários são muito atuantes e unidos. Isso ajuda de maneira muito significativa a vida econômica e social da cidade e região'', avaliou.


