Cresce mercado de alto padrão
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sábado, 07 de agosto de 2010
Nelson Bortolin<br>Especial para a FOLHA 
Uma prova de que o crescimento da construção civil não está alicerçado apenas no Programa Minha Casa Minha Vida são os lançamentos de alto padrão das maiores construtoras de Londrina. Somente no primeiro semestre deste ano, a A.Yoshii lançou 192 unidades que valem entre R$ 500 mil e R$ 700 mil cada. Outras 70, para o mesmo seleto público, devem sair até o fim do ano.
É um momento ímpar, diz o diretor de Incorporação do grupo, Silvio Muraguchi, que está há 30 anos no mercado. Esse segmento nunca esteve tão aquecido, garante. Ele explica que a maior parte das pessoas que adquire esses imóveis o faz para morar. São empresários, profissionais liberais e agricultores, segundo Muraguchi. Mas há também há muitos que compram para investir, diz.
Na Plaenge, que também atua no segmento, foram lançados no primeiro semestre cerca de 300 unidades de alto padrão, que valem entre R$ 700 mil e R$ 1 milhão e têm em média 380 metros quadrados de área total. Até o fim do ano, devemos colocar no mercado outras 300, diz a gerente regional, Célia Catussi. Segundo ela, itens como sacada e layout são pontos que chamam a atenção desse público. Os dormitórios, geralmente quatro por unidade, quase sempre são suítes. A Gleba Palhano continua o local preferido desse público, afirma a gerente. O pagamento, na maior parte das vezes, é feito durante a construção. Mas tem gente que financia parte do valor, comenta.
De acordo com Célia, os compradores desse tipo de imóvel se destacam pela quantidade de informações que têm. Eles conhecem o mercado, os produtos dos concorrentes, sabem as taxas de juros e até o custo do metro quadrado, ressalta.
Condomínios horizontais
Para quem tem dinheiro, mas não gosta de viver em apartamento, os condomínios horizontais da Zona Sul são a alternativa. E por lá o mercado imobiliário também se encontra bem aquecido. Proporcionalmente, somos a oitava cidade mais verticalizada do mundo. E há uma tendência de equilibrar essa relação. Por isso crescemos tanto, explica o diretor da Teixeira Holzmann, Marcos Holzmann.
Segundo ele, o estoque da construtora atualmente na cidade é zero. Das 1,5 mil unidades que lançamentos até hoje, temos apenas 14 lotes, afirma. A partir do dia 20 de agosto, a empresa vai começar a anunciar os imóveis do novo empreendimento na Zona Sul. Mas já temos 10% das casas vendidas sem anunciar, garante.
De acordo com o empresário, seus clientes são pessoas que buscam mais privacidade e conforto. Eles também gostam de construir a casa do jeito deles. E estão preocupados com a questão ecológica e com o convívio com os vizinhos. Também na Teixeira Holzmann, a maioria dos compradores paga com recursos próprios durante a construção. Mas ultimamente o número de pessoas que buscam financiamento para nossos imóveis tem aumentado.
Além da expectativa
Trabalhando com imóveis que valem entre R$ 150 mil e R$ 850 mil, a Construtora Quadra também está muito otimista. Já lançou 300 unidades no primeiro semestre e colocará outras 150 à venda até o fim do ano. Dos 300 apartamentos que formam o Residencial Terranova (próximo da Universidade Estadual de Londrina), 240 já foram vendidos, segundo o diretor da empresa, Luiz Carlos Moro Pires. Os próximos 150 ficarão em dois prédios: um na Rua Santos (centro) e outro perto da
Prefeitura.
O ano está muito além da nossa expectativa. Acreditávamos que venderíamos 50% das unidades do Terranova até dezembro, mas já vendemos 80% e o empreendimento será entregue em dezembro de 2012, diz o diretor. Para ele, o bom momento da construção civil na cidade se deve a diversos fatores. Vínhamos com a demanda reprimida. O crescimento do setor foi retomado em 2008. E agora temos um bom momento da economia, que ajuda muito. Além disso, temos a estabilidade de preços, a facilidade de crédito e a confiança do comprador de que vai adquirir o imóvel e não terá sobressaltos como no passado.


