Através do Centro de Reabilitação Sydnei Antônio (Cresa), muitos portadores de deficiência auditiva conseguem ser inseridos no mercado de trabalho. Alunos e ex-alunos são beneficiados por um trabalho de aproximação que atua em duas pontas, preparando os deficientes para o trabalho e as empresas para receber esse tipo de funcionário. Segundo a fonoaudióloga Luana Pereira, atualmente cerca de 40 frequentadores do Cresa estão empregados. ''Algumas empresas, principalmente as multinacionais, já têm tradição em contratar deficientes auditivos'', aponta.
Hoje as empresas têm a obrigação legal de preencher um determinado número de vagas com portadores de deficiência, de acordo com seu número de empregados. ''Muitas vezes é a empresa que vem até nós para procurar o deficiente'', explica a diretora da entidade, Vanessa Camargo Hermann. Em alguns casos os profissionais do centro ministram um curso de Libras no local de trabalho para que o novo funcionário possa ser melhor recebido pelos colegas ouvintes.
Essa acolhida dos surdos pelo mercado é um sintoma sentido em toda sociedade, garante Hermann. ''Atualmente a conscientização da comunidade está grande, a educação inclusiva conseguiu abrir algumas portas e os portadores de surdez são reconhecidos como cidadãos produtivos'', observa. (A.A.)

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