Crédito imobiliário favorece cenário
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quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Elaine Souza<br>Reportagem Local 
Esse dinâmico e aquecido mercado imobiliário, festejado em todo País, é o mais puro retrato de uma estagnação que o Brasil sofreu na construção civil por aproximadamente 15 anos.
Dados do setor mostram que, após 2002 e, principalmente, 2004, os financiamentos imobiliários passaram a ser vantajosos para os bancos privados, bem como a estabilidade econômica, que é fundamental para o crédito imobiliário na medida em que dá segurança a quem toma o crédito e a quem concede.
Outro ponto importante que permitiu chegar ao contexto atual foram os aprimoramentos na legislação brasileira, com a edição da lei 10.931/2004, voltada para o fomento do mercado imobiliário, que confere segurança aos compradores que adquirem imóveis durante a fase de construção.
Essa série de mudanças, somadas à queda de juros e crescimento da renda do brasileiro, propiciaram um significativo aumento na oferta de crédito, o que permite traçar trajetórias favoráveis para a habitação.
Quando se resolve a situação financeira, quando se cria uma base segura de financiamento e uma base jurídica interessante para fazer projetos, se volta ao mercado, aparecem financiamentos e começa, principalmente, atender uma demanda represada. Tivemos momentos mais acentuados até o ano passado, com taxa de 12% de crescimento, o que considero muito alta, pois vejo que isso cria uma certa instabilidade, não tendo um crescimento sustentável, acentua Gerson Guariente Junior, do Sinduscon.
Uma das maiores dúvidas levantadas sobre esse efervescente segmento no Brasil é sobre a probabilidade de se criar a chamada bolha imobiliária, como aconteceu nos Estados Unidos.
Acontece que, no país administrado por Barack Obama, o crédito imobiliário é um dos pilares que sustenta o estilo de vida norte-americano, baseado no consumo e facilidade de contrair dívidas a juros baixos, que não alcançam 2%.
Tanto pessoas físicas como especuladores, contaminados pela bolha especulativa, contraíram dívidas dando como garantia imóveis supervalorizados, esperando, na ganância, ganhar dinheiro com futuras vendas.
A iniciativa privada dificilmente vai viver uma bolha imobiliária. Não vejo esse cenário no Brasil, uma vez que tudo é feito com uma certa consciência. Os bancos aqui são criteriosos, comenta Raul Fulgêncio, empreendedor e imobiliarista londrinense.
Como o próprio nome já exemplifica, imóvel é um ativo que soma segurança com rentabalidade menor mas constante e alia uma liquidez relativa. Um bem tangível que faz com que aqueles que ascenderam em renda e classe social busquem realizar o sonho da casa própria.
Sempre digo às pessoas que possuem valores disponíveis para que invistam no mercado imobiliário. Quem investe não perde. Quem tem valores guardados em poupança, façam desse valor empreendimentos. Procure junto aos órgãos sérios oportunizar seus imóveis, aconselha Adiloar. (E.S.)


