Crédito Educativo
deve ser reativado
a partir de agosto
Uma boa notícia aos estudantes que precisam usar o Crédito Educativo para pagar o curso nas universidades e faculdades particulares. O programa, que está suspenso desde 1997, poderá ser reativado em agosto.
O Crédito Educativo é um programa do governo Federal que tem por objetivo proporcionar aos estudantes de ensino superior financiamento para o custeio das mensalidades escolares de seu primeiro curso de graduação.
Segundo informações da Caixa Econômica Federal, na regional de Londrina existem 1.748 contratos ativos, sendo 924 em Bandeirantes, 572 em Londrina, 179 em Arapongas e 73 em Ivaiporã. Em todo o País, são 70 mil contratos. Desde a sua implantação, em 1976, o programa já atendeu 1,3 milhão de estudantes.
As novas regras de financiamento, propostas pelo ministro da Educação, Paulo Renato Souza, vão permitir ao governo atender 200 mil novos alunos.
A Caixa Econômica deixará de ser o administrador. A Ance (Associação Nacional de Crédito Educativo) captará os recursos para o financiamento junto ao MEC ou através de convênios, acordos ou financiamentos externos. Está sendo estudado inclusive um financiamento do Banco Mundial para custear o programa, ampliando ainda mais o número de estudantes beneficiados.
A intenção do governo é dar prioridade aos estudantes que deixaram de receber bolsas de estudo em instituições filantrópicas. O crédito parcial é outra mudança proposta no novo sistema. Atualmente, o crédito educativo concede benefícios no valor de 70%. A seleção dos alunos carentes, conforme critérios a serem definidos pelo Conselho Nacional de Crédito Educativo, continuará sendo feita pelas instituições de ensino superior.
Depois de formado, o aluno pagará o valor do financiamento, acrescido de juros de 12% ao ano. Pelas regras anteriores, os estudantes beneficiados tinham um ano de carência para iniciar o pagamento. Agora, estuda-se a possibilidade de que isso aconteça imediatamente após a formatura.
Hoje, 55% dos contratos estão inadimplentes. Para evitar isso, o governo estuda mecanismos de cobranças mais eficientes.

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