de Curitiba
O lucro líquido da Construtora CR Almeida no ano passado foi de R$ 424,3 milhões. A empresa está sediada em Curitiba e conta com 4.500 funcionários. A receita bruta das atividades operacionais em 96 foi de R$ 624,4 milhões. O vice-presidente executivo, Pedro Beltrão Fraletti, explica que a empresa elevou a sua produtividade nos últimos três anos devido a uma reestruturação interna e um programa de corte de gastos.
‘‘Paralelamente, a empresa investiu na reciclagem, modernização do parque industrial e atualização de seus funcionários’’, informa. Foram feitos cursos de treinamento, tecnologia e qualidade. Além disto, também foram tomadas medidas externas, como a imposição de critérios mais seletivos para participar de obras, a fim de obter maiores garantias.
A CR Almeida tem como prioridade os processos de privatização, através da venda de estatais ou da concessão de serviços públicos. No primeiro caso, além da Banda B, o grupo pretende investir também nas privatizações das empresas do Sistema Telebrás e das companhias de geração e distribuição de energia. No segundo caso, a empresa está disputando concessões no setor rodoviário, saneamento e portuário.
‘‘A empresa passou a buscar um papel alternativo na nova sociedade brasileira’’, afirmou Fraletti. Ele se refere à situação criada após a implantação do Plano Real. ‘‘A renegociação das dívidas internas obrigou os governos a fazerem um ajuste orçamentário, ocasionando problemas de caixa e reduzindo consideravelmente as obras públicas.’’
Apesar de algumas dificuldades, o vice-presidente da empresa considera benéfica a implantação do Real. ‘‘Pudemos ampliar nosso leque de atuações’’, explicou. Ele acredita que o grupo tenha ganho mais agilidade e competitividade.
‘‘A estabilização da economia trouxe visível e substancial melhora na qualidade de vida do povo brasileiro. Para dar continuidade a este processo o governo precisa manter o programa de privatização, além de aprovar a reforma administrativa e fiscal no Congresso’’, afirma o executivo.
Ele acredita também que o governo deve insistir no programa de privatização. ‘‘Isto trará maior competitividade às estatais, além de aumentar a arrecadação do governo.’’ Na opinião de Fraletti, as empresas já estão fazendo a sua parte, investindo em reestruturação interna e modernização.
‘‘Agora o governo precisa fazer a sua parte com uma reforma fiscal, pois hoje o número de impostos que a indústria brasileira paga é muito grande’’, conclui o vice-presidente.RAIO X
Setor: Construção civil
Faturamento
- em 96: R$ 624,4 milhões
Lucro líquido em 96: R$ 424,3 milhões
Funcionários: 4.500

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