Covas era contrário à reeleição
Contrário à reeleição, mas cedendo aos apelos tucanos, até mesmo de FHC, o governador paulista Mário Covas, que se licenciou, apostou no horário eleitoral para tentar mudar a sorte. Em parte, Covas foi prejudicado pela própria relutância em não querer se candidatar à reeleição. Mas o duplo palanque no Estado também o desfavorece, uma vez que FHC não fez campanha ao seu lado. No horário gratuito, Covas apostou no saneamento financeiro de São Paulo e na diferença com os outros: Quem compara vota Covas.
O PT também não conseguiu levantar a candidatura da sexóloga Marta Suplicy. Apesar de ter sido escolhida pelo partido por ser uma figura carismática e saber se comunicar, ela está em quarto lugar. Como deputada federal, ela é autora da proposta polêmica da união civil entre homossexuais. Marta procura atrelar a candidatura à do marido, o senador Eduardo Suplicy (PT).
Orestes Quércia, ex-governador, procurou mostrar no programa eleitoral que foi o grande realizador de obras. Com o slogan Quércia fez, o candidato da Coligação Levanta São Paulo amarga a última colocação nas pesquisas. Nascido em Pedregulho (SP), Quércia é advogado.
O candidato Antônio Donizeti Ferreira (PSTU) é sindicalista em São José dos Campos. Os demais, que não aparecem nas pesquisas, são Constantino Curi Neto (Prona), Edson Falanga (PSC), João Manuel Baptista (PSDC) e Levy Fidelix (PRTB).
Para o Senado, a disputa está entre Eduardo Suplicy e o radialista João Leite Neto (PFL). Segundo pesquisa do Ibope divulgada na primeira quinzena de setembro, Suplicy está em primeiro lugar, com 23%. O petista tenta a reeleição. Sua a única ameaça é Leite Neto. O candidato do PFL está em segundo, com 20%. Como terceiro colocado, aparece o ex-jogador de basquete e ex-secretário de Esportes da Prefeitura de São Paulo Oscar Schmidt (PPB), com 14%.
O candidato Almino Affonso (PSB), ex-vice-governador na gestão Quércia, aparece com 2%, enquanto Jooji Hato (PMDB) e Paulo Corrêa (Prona) estão com 1%. Os demais candidatos são Mauro Puerro (PSTU), Dora Maria Reategui (PSDC), Nicanor Aguiar Filho (PRTB), Napoleon Miguel Alves (PGT), Domingos Fernandes (PV) e Leônidas Rodrigues de Oliveira (PT do B).
Em São Paulo, o número de candidatos a deputado federal e estadual este ano aumentou aproximadamente 70% em relação ao de 1994. Naquele ano, foram 1.333 candidatos, e este, concorrem às vagas na Câmara e Assembléia Legislativa 2.255 postulantes (922 a mais).





